47 anos do Festival de Woodstock

47 anos do Festival de Woodstock

47 anos do Festival de Woodstock

 

O ano é 1969. Faz de conta que você é um cidadão norte americano, interiorano e vive sua vida calmamente, quando de repente, milhares de jovens começam a tomar conta das ruas de sua pequena e pacata cidade atrás de música e diversão. Qual seria a tua reação? Fugir para as montanhas ou seguir a horda? No quesito da imaginação, e sabendo hoje que aqueles jovens se dirigiam àquele que seria então o maior festival de Rock do planeta, obviamente que eu seguiria-os. O Woodstock aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de agosto, num clima de descontração, improvisos e surpresas, que até hoje marcam a história da música, não só pelo clima de paz e amor dos três dias (afinal, o que a gente pode esperar de um monte de doido junto?!), mas também por algumas das apresentações mais emblemáticas que já haviam sido vistas.

O festival recebeu nos 3 dias, cerca de 500 mil pessoas, foi realizado em uma fazenda de 600 acres na cidade de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos e contou com apresentações dos artistas Richie Havens, Swami Satchidananda, Sweetwater, The Incredible String Band, Bert Sommer, Tim Hardin, Ravi Shankar, Melanie, Arlo Guthrie, Joan Baez, Quill, Keef Hartley Band, Country Joe McDonald, John Sebastian, Santana, Canned Heat, Montanha, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band, Sly & the Family Stone, The Who, Jefferson Airplane, The Grease Band, Joe Cocker, Country Joe and the Fish, Ten Years After, The Band, Blood, Sweat & Tears, Johnny Winter e seu irmão, Edgar Winter, Crosby, Stills, Nash & Young, Paul Butterfield Blues Band, Sha-Na-Na e Jimi Hendrix / Gypsy Sun & Rainbows… Ufa!!! E pensar que ainda ficaram de fora do evento nomes como Beatles, The Doors, Led Zeppelin, Jethro Tull, The Byrds, Bob Dylan e Joni Mitchell – ou seja, o que já foi ótimo, poderia ter sido ainda melhor.

 

Ficou com tanta vontade de ter estado lá quanto eu? Infelizmente a máquina do tempo ainda não foi inventada, então vamos ficar na vontade. Mas não é por isso que não podemos ter um gostinho de como foi a coisa. Felizmente, nem só de sexo, drogas e Rock n’ Roll foi feito o festival. Tinha uma galera empenhada em registrar os momentos, seja em áudio, vídeo, foto ou na memória…

Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música é o que poderíamos chamar de “documentário oficial” do festival. Ele tem a direção de Michael Wadleigh, que contou com Martin Scorcese para fazer as vezes de seu assistente. O filme ganhou o Oscar de melhor documentário em 1970.

“Eu estava chapado de mescalina porque me disseram que eu só ia tocar às duas da manhã. Assim que tomei o lance e comecei a pirar, subimos – eram duas da tarde!”, declara Santana no livro Woodstock: Quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá, de Pete Fornatale. Dividido em 3 partes – uma para cada dia do festival, e com um capítulo para cada show, é uma coleção de depoimentos de quem esteve por lá, atrás, à frente e em cima do palco.

Já o Aconteceu em Woodstock é uma história real escrita por Elliot Tiber – o cara cedeu o espaço para o maior festival de música da humanidade, na pequena cidade de Bethel. Tiber conta no livro que Woodstock aconteceu quase por acaso. Para salvar o hotel dos pais da falência, ele ofereceu o terreno para promover um show de rock e arrecadar dinheiro. Mal sabia ele… O cineasta Ang Lee curtiu tanto que transformou o livro em filme. Vale a pena conferir os dois!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ana Beise

Ana Beise

Produtora, faxineira fascinante e agente do caos da Putz

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