VOVÓ DO METAL E SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO, DE 96 ANOS, IRÁ GANHAR DOCUMENTÁRIO

O documentário sobre a “Vovó do Metal” é uma produção do jornal New York Times e conta a jornada da cantora

Inge Ginsberg tem 96 anos e é a prova viva de que nunca é tarde para seguir seu sonho. Recentemente, a sobrevivente do holocausto ganhou fama ao ser chamada de “vovó do death metal”.

Ao conseguir sair da Alemanha, Ginsberg viajou com o marido a Hollywood nos anos 1950 e se encontrou compondo músicas para grandes nomes como Dean Martin e Nat King Cole. A “vovó” também trabalhou como jornalista, escritora, e agora, vocalista de uma banda de metal.

Ao final você pode assistir um clipe que ela gravou em 2015 e deu início a sua carreira e despertou a atenção do jornal New York Times que, recentemente, anunciou o lançamento do documentário sobre a jornada de Ginsberg. Assista ao trailer logo abaixo.

Confira o artigo de Leah Galant – New York times

Conheci Inge Ginsberg, a jovem de 96 anos que recentemente se tornou uma espécie de ícone do death metal, em uma tarde ensolarada de agosto em sua casa, duas horas acima do norte da cidade de Nova York. Eu meio que esperava ver um lugar cheio de apetrechos do Metallica, mas não era nada disso. Em vez disso, senti como se estivesse visitando a casa da minha avó, tomando chá em uma mesa com salmão defumado e queijo creme.

Eu achei a história dela notável. Crescendo na Áustria, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Ginsberg fugiu do Holocausto e desembarcou em um campo de refugiados na Suíça. Depois da guerra, ela e seu marido, Otto Kollmann, mudaram-se para Hollywood e construíram vida nova, compondo para alguns dos cantores mais populares de sua geração, incluindo Nat King Cole, Doris Day e Dean Martin.
À medida que a Sra. Ginsberg ficava mais velha, ela continuava escrevendo letras e poesias, e percebeu que precisava encontrar novas maneiras de alcançar uma audiência. Como ela iria ganhar atenção em uma sociedade onde as mulheres mais velhas são negligenciadas, silenciadas e frequentemente rejeitadas?

Aos 93 anos, ela descobriu uma solução: o death metal, onde você pode gritar suas letras em vez de cantá-las. Ele ofereceu uma nova oportunidade para a reinvenção em uma idade em que essas chances podem ser evasivas. Então, além do espetáculo de suas performances improváveis, a história de Ginsberg é realmente a de uma mulher que está encontrando novas maneiras de ser ouvida.

Histórias como a de Ginsberg são profundamente importantes para mim. Meus avós judeus escaparam da Europa nazista, mas morreram antes de eu ter idade suficiente para apreciar as histórias do que vivenciaram. E os benefícios dos relacionamentos intergeracionais funcionam nos dois sentidos: assim como aprendi muito com o “Death Metal Grandma,”, sei que a Sra. Ginsberg foi energizada por nossa equipe. Mulheres como ela têm muito a nos ensinar e estão pedindo nossa atenção. Cabe a nós ouvir.

Leah Galant é cineasta de documentários sediada em Nova York e foi uma recente pesquisadora do Sundance Ignite e do Jacob Burns Film Center com o Creative Culture Program. Este filme estreou no SXSW Film Festival.

 

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