Uma noite Ramonica

Uma noite Ramonica

Não sei direito como começar a escrever esse texto por que por mais que eu pense não consigo encontrar as palavras que traduzem exatamente as experiências que tive no show Marky Ramone’s Blitzkrieg. A noite de quinta-feira estava agradável em Porto Alegre, enquanto caminhava para o Bar Opinião onde seria o show pensava em que tipo de público iria encontrar por lá. Jaquetas pretas, calças rasgadas, All Stars e coturnos, o clássico uniforme dos fãs de punk rock. Confesso que estava (na verdade, ainda estou) entusiasmada com a ideia de rever o Marky no palco. A primeira vez que vi sua performance ao vivo foi no show do Pearl Jam, no Gigantinho em 2005, onde ele entrou, para surpresa dos lá presentes, para fazer uma participação especial tocando duas (ou três, não recordo) músicas. Acredito que muito provavelmente algumas pessoas que estavam no show do de 2005 estavam no show do Opinião também.

Comecei a escutar Ramones com uns quinze anos, influenciada por uma amiga que também era fã de Misfits, assim, ver Marky Ramone – músico que toca meu instrumento favorito e Michale Graves, dos Misftis juntos foi como revisitar por uma noite um tempo da minha vida, cheio de descobertas e novidades. Assim como foi o show. O clima da noite era de total adolescência, leve e descontraído. Adolescentes de 18 a 70 anos, pelo que vi. Com uniformes que variavam entre o preto, sempre predominante e echarpes floridas.

Quando o telão subiu Marky entrou no palco ovacionado pelos lá presentes, cumprimentou os fãs e tomou seu posto na bateria, puxando a primeira música, Rockway Beach para delírio da galera que pulava e cantava enlouquecida. Graves canta muito bem e entrou totalmente no clima ramonico da noite, como deve ser em todas as apresentações dos caras. Marcelo Gallo (guitarra) e Alejandro V. (contrabaixo) mantém o ritmo e seguram muito bem o embalo do show. A partir daí, foi só alegria, músicas como I Wanna Be Sedated, Psycho Therapy, Pet Sematary, Blitzkrieg Bop, I Wanna Be Sedated entre outros inúmeros clássicos fizeram a trilha sonora de várias rodas punk por quase duas horas, tendo direito a canja de Graves solo em palco.

Assim como é para mim, penso que para outros fãs dos clássicos do rock é significativo ter a oportunidade de ver ao vivo um dos caras que ajudou a criar toda uma cena musical que influenciou e influencia inúmeras bandas e pessoas. O show em Porto Alegre foi fenomenal, casa cheia e gente feliz. Uma boa noite, com certeza deixou jovens de todas as idades muito contentes e com vontade de mais. Hey Ho, let’s go!

 

 

 

Abaixo videozinho do show cedido pelo Luiz Blaze Prestes onde a cara Putzgrilica que aqui escreve aparece fazendo as fotos dessa matéria:

Ana Beise

Ana Beise

Produtora, faxineira fascinante e agente do caos da Putz

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