The Cult emociona os fãs em Porto Alegre

por Sabrina Kwaszko

fotos Rafael Cony

Hoje não vou escrever um texto apenas, mas sim um relato do que foi o show da respeitada e adorada banda The Cult. Cheguei ao Bar Opinião, aqui em Porto Alegre, por volta de 21h30, ansiosa e sem saber que estava chegando com apenas 1\3 da expectativa do que estava por vir. Ao adentrar o ambiente ouvi um Doors rolando, o que em minha opinião eleva altamente a pontuação de qualquer evento e em um show do Cult então ‘tudo haver’, mas já não se podia escutar direito porque o bar já estava lotado e a conversação eufórica abafava a música. Procuro pelo meu parceiro de cobertura nas fotos, Rafael Cony, mas nada dele era impossível procurar alguém naquele mar de gente, me coloco ao lado esquerdo do palco na pista – o melhor lugar pra mim – fico no aguardo, olho o relógio pensando se vai atrasar ou não, olho em volta e vejo chegando mais pessoas além de toda aquela que já estava lá dentro, fico mais ansiosa, vejo o bombeiro a postos para nossa segurança, olho o mezanino cheio de gente bonito de ver a casa cheia de pessoas que você nunca viu, mas que todas têm algo em comum contigo: curtem o The Cult.

Acaba a espera e abre-se uma cortina sonora indígena que carrega-nos por uma fenda do tempo e sobe ao palco Ian Astburky – vocal, John Tempesta – bateria, Grant Fitzpatrick – baixo, Damon Fox – teclados e guitarra base e Billy Duffy – guitarra base. O show começou com a música ‘Wild Flower’ do terceiro álbum da banda britânica o ‘Eletric’ de 1987, um clássico assim de cara, sem tirar a galera pra “mais tarde”, para felicidade de todos. A segunda canção foi ‘Rain’ do álbum ‘Love’ de 1985. Na terceira canção veio música nova a ‘Dark Energy’ do ‘Hidden City     ‘ de 2016. Na sequência mais uma do ‘Eletric’ a ‘I’l Devil’, depois ‘Nirvana’, ‘Birds of paradise’, ‘Deeplay ordered chaos’, ‘Phoenix’, ‘Rise’, ‘Sweet soul sister’ executada lindamente, ‘Sanctuary’ pessoalmente foi o ponto alto remetendo ao final dos anos 80 e começo dos 90 onde a maioria da galera que estava lá viveu e pode entrar em uma viagem onde o espaço-tempo não existia mais e toda memória da relação com a banda vem a tona, como desde a primeira vez que ouviu som, da primeira vez que viu uma foto ou um vídeo deles e tudo vira um sonho coletivo. A banda ainda seguiu no palco trazendo mais sons como ‘King Contrary man’, ‘Sound and fury’ linda música do ‘Hidden City‘ que eu cheguei a pensar que não fossem tocar, uma bela surpresa, no meio da canção o Ian cita Chris Cornell em homenagem. E mais sons ainda, fiquei muito emocionada com o show todo, houve mais músicas e posso até estar me perdendo na ordem, Ian se desculpou por não falar português mas que mesmo assim se comunicaria conosco no decorrer do show como o fez.

Depois que o show acabou, volta o som ambiente com The Doors, novamente, nos trazendo de volta “a terra” com Awake\ Shake dreams from your hair\ My pretty child, my sweet one\ Choose the day and choose the sign of your day\ The day’s divinity\ First thing you see.

Uma baita banda com 33 anos de estrada e uma sonoridade que não existe igual na história da música levada pela poderosa voz de Ian. Um show com todas as letras, que superou todas as expectativas, um presente para os fãs, uma alegria coletiva vivida por todos os presentes, que o The Cult prossiga e ainda venha muitas vezes a Porto Alegre, parabéns a todos envolvidos desde a produção da Hits Entretenimento à galera do bar que foi excelente para nada estragasse essa noite maravilhosa.

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