Syd Barret – 11 anos de falecimento do fundador do Pink Floyd

por Sabrina Kwasko

Syd Barret (apelido de Roger Keith Barret) fundou, nomeou e direcionou a maior banda de rock psicodélico do mundo: Pink Floyd. Falecido em 7/7/2006, devido a complicações causadas pela sua diabetes, com 60 anos. Foi estudante de Artes Plásticas em Londres na década de 60 e a música já fazia parte de sua vida.

Barret teve uma curta permanência na banda, de 1965 a 1968, ele foi o compositor de oito músicas do clássico álbum de estreia da banda The Piper at the Gates of Dawn que, traduzindo, se chama ‘O flautista nos portões do amanhecer’. Gravado no famoso Abbey Road Studios. Contos de fadas, gnomos, bicicletas e espantalhos povoam as letras do álbum, que tem o titulo inspirado em um conto infantil chamado O vento nos salgueiros, de Kenneth Grahame.

O pioneiro da psicodelia usou excessivamente drogas, principalmente LSD, que atrapalharam seu desempenho como músico e compositor, acabaram também lhe trazendo problemas mentais. Em diversos momentos esses problemas ficaram muito evidentes como ao não reconhecer seu amigo de infância, David, que relatou: “a diferença que havia em seus olhos, em seu olhar, tão outrora penetrante, agora havia dois buracos negros no lugar dos olhos, mas eu não sabia o quão grave ou permanente era isso”. Outro momento evidente foi em um show no tour de lançamento do álbum, nos Estados Unidos, onde ele afrouxa todas as cordas da guitarra e as toca dessa maneira pelo resto do tempo; mais diversos outros momentos, onde ele simplesmente não tocava e permanecia apenas sentado no palco, em outros tocava de costas para o público… Por vezes simplesmente não comparecia aos shows.

Para seus colegas de banda tudo isso era muito difícil de aceitar e lidar afinal a banda estava começando e muito bem, com grande receptividade do público, e se questionavam ‘o que há de mal?’, diversas vezes fingiam até não ver o que acontecia de fato. Foi cogitado de tudo para que Syd permanecesse na banda, até ficar ‘somente’ como compositor, mas infelizmente isso não deu certo. O jovem, alegre e eletrizante que existia nele havia desaparecido de forma permanente.

Com tudo isso Syd ainda lançou dois álbuns solos o “Madcap Laughs”, 1970, produzido por Gilmour e Waters e no ano seguinte lançou “Barrett” produzido por Wright e Gilmour.

 

 

A banda Pink Floyd nunca o deixou de lado sendo com homenagens ou cuidados, o álbum Wish You Were Here foi gravado inspirado nele, como uma linda homenagem. Shyne on you crazy diamond é outra canção inspirada por ele. David também sempre cuidou para que o amigo recebesse corretamente seus royalties e procurava saber como o amigo estava passando com a sua irmã. Syd isolou-se do mundo até o fim dos seus dias, não queria imprensa e nem fãs batendo à sua porta, chegando a ser grosseiro certas vezes com os insistentes lhes dizendo que não morava lá ninguém com aquele nome.

Um fenômeno da música, pioneiro, intenso de tal forma que qualquer texto é injusto, pela pequeneza, diante da grandeza de um gênio. Uma carreira curta como membro do Pink Floyd, porém contundente com a realização de uma obra inigualável que inspirou a própria banda e as gerações seguintes até hoje.  Encerro esta singela homenagem com uma frase de Waters e uma foto, da minha tattoo, com o nome da mais bela canção escrita e tocada em sua homenagem:

“Sem ele o Pink Floyd jamais teria existido, com ele jamais teria continuado”.

Compartilhe:

Related posts

Leave a Comment

9 − oito =