Sepultura: os balzaquianos do metal

 

Sepultura no Opinião
Sepultura no Opinião

Neste domingo chuvoso, dia 16 de outubro de 2016 pude presenciar pela primeira vez o show da banda Sepultura.

Chegando por volta das 20 hrs, com muita gente ainda tentando entrar na casa de shows Opinão, jovens e adultos se reúnem para assistir ao show de comemoração dos 30 anos da banda.

Falando em idade acho que seria correto falar um pouco do passado da banda, o Sepultura surgiu em Minas Gerais em 1984 com os irmãos Max e Iggor Cavalera, com influências de bandas como Black Sabbath e Motorhead, que incluse foi de uma das letras do Motorhead chamada "Dancing on Your Grave” que surgiu o nome da banda brasileira, eles iniciaram sua carreira, mas foi na década de 90 com o disco Arise que o Sepultura tornou-se notório, misturando Thrash/death metal com elementos indígenas hoje a banda é reconhecida internacionalmente, sendo headliner de muitos festivais.

Max e Iggor já não fazem mais parte da banda, com trabalhos solos continuam a fazer muito sucesso, em seus lugares entraram Derrick Green no vocal e Eloy Casagrande na bateria depois que o substituto de Iggor saiu da banda, para este dou um destaque, pois o jovem baterista é realmente um monstro, não deixa a desejar em nada, muita técnica e carisma, o que acho super importante.

Não podemos esquecer do ilustre guitarrista Andreas Kisser, este por sua vez sempre foi um um show man,que com seus riffes enlouquecedores marcou a história do Sepultura, o mesmo entrou na banda em 1987.

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O show deste domingo começou por volta das 20:30, quando entraram em cena o público que lotou o Opinião foi a loucura, era muita gente gritando pela banda, muita gente com saudade de um bom thrash metal, o público estava carente de bons shows de metal na capital gaúcha, e foi o que aconteceu, graças a Produtora Pisca que trouxe a banda tivemos este momento tão esperado.

A banda começou por “Troops of Doom” do álbum “Morbid Visions” de 1986 e já foi o suficiente para saber que seria um belo show, muitos tentando ver de perto mas só quem conseguiu é quem estava desde cedo na fila, com chuva e calor esperando para entrar, nem mosh foi possível , pois estava quase com a lotação máxima da casa.

Seguido de “Kairos”, “slave new world” e “Breed apart”, Derrick Green mostra que é um frontman muito simpático, com seu português afiado ele saúda a todos os presentes na casa, após algumas músicas ele volta com seus guturais cantando “Biotech” misturando com o clássico dos Titãs “polícia”, era realmente impossível ficar parado e não cantar junto.

O show finaliza com “arise” e “refuse” que certamente são os clássicos da banda, e no bis temos “under my skin”, “ratamahata” e claro “roots bloody roots”.

Foram ao todo 20 sucessos do “Sepultura do Brasil” como disse Derrick no meio do show, e já ficamos sabendo que em janeiro de 2017 teremos novo cd da banda.

Aguardamos ansiosamente que voltem a Porto Alegre com o novo show.

Gostaria de destacar que na entrada e saída do Opinão foi tudo muito bem feito, todo o show foi perfeito, som e luz em sincronia, um belo espetáculo para os metaleiros gaúchos.

Não é toda banda de metal nacional que consegue resistir a 30 anos de história, principalmente quando existe uma separação tão marcante como foi na saída de Max Cavalera e depois de alguns anos o Iggor, mas ela se mantém firme e forte graças ao Kisser que conseguiu gerenciar muito bem todos estes percalços.

Muitos fãs deixaram a banda, e até hoje criticam, mas estas críticas são infundadas, Derrick, Eloy, Paulo Jr e Andreas Kisser mostram dia após dia que o Sepultura é maior que tudo isto.

Por Michelle Jaschek
Colaboração Glauco Malta

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