Sai novo EP da Paquetá – Tropical Noir

Sai novo EP da Paquetá – Tropical Noir
Foi lançado ontem, terça-feira, dia 3, o terceiro EP da PaquetáTROPICAL NOIR está disponível no bandcamp e no youtube. Essas quatro músicas foram gravadas ao vivo, em oito horas, em um domingo no Tung Studio, por Stenio Zanona, em Porto Alegre/RS. A mixagem e masterização foram realizadas por Jonas Adriano (que toca nas bandas The Completers e Conflito). A arte da capa é obra do nosso guitarrista Daniel Hogrefe. 
 
No sábado, dia 7, tem show de lançamento na Casa Obscura (Rua Garibaldi, 776 – Porto Alegre). O evento inicia às 17h e a entrada é gratuita. Também tocarão EX (Porto Alegre) e Geisterschiff (que fará sua estreia). 
TROPICAL NOIR
1. Queimando a Largada
2. Cânhamo Delivery
3. Buraco de Minhoca
4. Nunca Mais de Novo
Gravado ao vivo em 22 de setembro de 2019 por Stenio Zanona no Tung Studio em Porto Alegre.
Mixado e masterizado por Jonas Adriano.
Arte por Daniel Hogrefe.
Edição do vídeo por Wender ZanonTodas as músicas compostas por Paquetá.

Bruno Fogaça (bateria)

Daniel Hogrefe (guitarra)
Vínicius “Dagger” Moraes (guitarra)
Wender Zanon (baixo)
A versão do youtube conta com um vídeo que é um compilado de quatro filmes brasileiros; Copacabana Mon Amour (Rogério Sganzerla, 1970); A Ilha dos Prazeres Proibidos (Carlos Reichenbach, 1979); A Rainha Diaba (Antonio Carlos da Fontoura, 1974); O Amuleto de Ogum (Nelson Pereira dos Santos, 1974). A edição do vídeo é de Wender Zanon (baixista da Paquetá). Curiosamente, todos os filmes são da década de 70. Será que isso é um sinal de que o Brasil voltou no tempo? 
 
A expressão “Tropical Noir” não é um termo ou gênero cinematográfico oficial. Porém, tenho pesquisado muito sobre cinema brasileiro e essa expressão me parece muito adequada para definir o gênero de filme policial/thriller/suspense brasileiro, produzido a partir do final dos anos 60. A expressão noir é justamente utilizada para nomear aqueles filmes em que a investigação do crime fica em segundo plano para dar espaço à crítica social. Os protagonistas dessas historias não conseguem mais se ver dentro das normas propostas por essa sociedade, mas ao mesmo tempo, não conseguem criar novos códigos morais. São, portanto, figuras errantes. Essas figuras, de uma forma ou outra, sempre nos interessaram, afinal… são figuras de resistência. TROPICAL NOIR é a trilha sonora das nossas vidas e desse período cabuloso que a América Latina está vivendo. 
 
Voltando ao disco… Queimando a Largada, Buraco de Minhoca, Cânhamo Delivery e Nunca Mais de Novo foram compostas após o lançamento do nosso último EP Badtrip For Democracy (2018). Trabalhamos nesse material e resolvemos testar como funcionaria isso numa gravação ao vivo. Já que nos outros dois EPs gravamos de modos diferentes. 
 
Bom, é isso aí. Não vou citar referências, nem nada… Só vou lembrar que Paquetá é o nome da prainha da cidade de Canoas/RS. Uma prainha sem ondas e com águas impróprias para banho. É uma praia que não é bem praia. Tipo o som da banda que é surf music, mas não é bem surf music. Paquetá também é uma palavra com origem na língua tupi. Significa “muitas pacas”, pela junção de paka (paca) e etá (muitos). Enfim, as pacas são: Bruno Fogaça (bateria), Daniel Hogrefe (guitarra), Vinicius Dagger (guitarra) e Wender Zanon (baixo).

Pedro Fonseca

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