Refletindo o próprio fazer artístico, Odradek lança o álbum “Pentimento”

Nas artes plásticas, pentimento é uma técnica que permite reparos e transformações no meio da criação, pintando por cima para consertar os erros do processo ou as mudanças criativas, sempre com o objetivo do primor. Mirando nisso, a banda de math rock e post progressivo Odradek foi paciente no processo de criação de seu primeiro álbum, batizado de “Pentimento” e já disponível nas plataformas de música digital.

“Começamos a gravar no início do ano passado com um planejamento de finalizar em 3 meses. E cada vez que ouvíamos o que estava perto da versão final do disco, uma cachoeira de ideias rolava. Não quisemos restringir nada, houveram recriações pesadas e tudo foi válido pra deixar o álbum como queríamos, da capa à master”, conta Caio Gaeta, baterista e vocalista da banda.

Power trio de Piracicaba (SP), a banda formada ainda por Fabiano Benetton (guitarra e voz) e Tomas Gil (baixo) chegou ao nome do disco enquanto decidia a arte de capa, assinada por Caio Mendes e Marianne Catafesta, do Unsure Studios.

“Os artistas da capa explicaram a técnica para a gente enquanto discutíamos a concepção do álbum, porque a pintura estava passando por diversas transformações. Pentimento é quando um quadro é alterado durante o processo de pintura. Às vezes a alteração é maravilhosa, às vezes é horrível, mas todas deixam manchas. Achamos lindo e assumimos que isso é ótimo. Na produção do disco, nas ideias e na vida em geral, todos deveriam aderir aos pentimentos”, conta Caio.

 

A Odradek começou a se destacar na cena brasileira com “Homúnculo” (2015), lançado em formato de trilogia, separado por 3 EPs diferentes – juntos totalizando 11 faixas. Um ano depois, “Sun Seeker” veio com uma proposta diferente. De viés colaborativo, o lançamento conjunto com a banda Sphaeras, de Singapura, conta com três faixas de cada artista e mais duas criadas em parceria pelas bandas.

 

“Depois do Sunseeker ficamos com vontade de produzir um disco cheio, com começo meio e fim, músicas cantadas em português e com a identidade que encontramos ao longo do tempo. O processo de produção de um disco é como entrar num vidro com fechamento hermético, parece que o tempo só passa pra quem tá de fora, e nesse caso foi ainda mais absurdo”, explica o baterista.

 

E “Pentimento” dá esse passo além. Além das faixas em português, traz tons mais eletrônicos, com forte uso de samples e que remetem à sonoridade de videogames. O disco foi produzido por Luccas Vilella, mixado e masterizado por Max Matta e Franco Torrezan e  é um lançamento do selo Sinewave.

 

“Cantar em português foi uma travessia, pois no rock em geral o inglês é mais certo, a sonoridade já convida pra isso. Em português cada palavra carrega um significado mais denso, mais exposto, é sempre uma corda bamba. Mas temos pensado um pouco assim: fazer a música que a gente gostaria de ouvir, e nessa pode ser que outras pessoas também gostem”, conclui Gaeta.

 

Ouça “Pentimento”:

Spotify: http://bit.ly/PentimentoSpotify

Deezer: http://bit.ly/PentimentoDeezer

Apple Music: http://bit.ly/PentimentoApple

Google Play: http://bit.ly/PentimentoGPlay

Bandcamp: http://bit.ly/PentimentoBandcamp

YouTube: http://bit.ly/PentimentoYT

 

Gravado no Estúdio Aurora, Lab Sound e Casarão Music Studio.

Gravado por Billy Comodoro, Max Matta e Franco Torrezan.

Mixado e masterizado por Max Matta e Franco Torrezan.

Produzido por Luccas Vilella.

Capa por Marianne Catafesta e Caio Mendes.

 

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