Ray Manzarek, 1939 – 2013

Raymond Daniel Manzarek foi uma dessas pessoas iluminadas que surgem na Terra e duram a eternidade de uma vida. Além de músico, ele era compositor, cantor, produtor, cineasta e acima de tudo, um artista brilhante que contribuiu não apenas com o rock n roll, mas sim, com a história da música. Tecladista, detentor de um estilo psicodélico e ritmado, tocava piano desde os nove anos de idade. Nasceu no dia 12 de fevereiro de 1939 em Chigado (EUA) e nos deixou no dia 20 de maio de 2013, aos 74 anos, vítima de câncer – doença da qual tratava há dois meses em uma clínica da cidade de Rosenheim, Alemanha.
Provavelmente a primeira imagem que vem a cabeça dos amantes do rock n roll, quando ouvem o nome da banda norte americana, The Doors, é a do vocalista, Jim Morrison. Por conta de seu carisma, o Rei Lagarto chegou a ofuscar os seus brilhantes colegas de banda. Ray e Jim estudaram cinema juntos na UCLA, em 1964, porém a banda surge apenas após a conclusão da faculdade, quando eles se encontram por acaso na praia e, após Jim comentar que estava escrevendo poesia, Ray o convida para cantar na banda que estava formando com alguns amigos – estavam nesta banda John Desmore e os irmãos de Ray, que abandonaram a banda para a entrada de Robbie Krieger.
Tocando um Fender Piano Bass, Ray supriu toda a falta do contrabaixo, inexistente na banda, fazendo arranjos únicos e hipnotizantes, que tornam o som do The Doors ao mesmo tempo clássico e psicodélico. Iggy Pop, no livro Mate-me Por Favor (Larry Legs McNeil e Gilliam McCain, 1997 ) chega a considera-los, por conta da falta do baixo, roupas de couro e teclado pulsante, precursores do punk rock. Nos primórdios do The Doors, quando Jim Morrison ainda não havia adquirido segurança no palco, era Ray Manzarek quem cantava. Tendo ele também assumido os vocais em diversos shows ao longo dos anos de existência da banda, bem como nos discos lançados após a morte do vocalista, Others Voices e Full Circle.
Ele também dedicou-se à literatura, publicando alguns romances e sua autobiografia “Light my fire: My life with The Doors” em 1998. Tocou com as bandas Echo & The Bunnymen, The X, e com artistas como Phillip Glass e Iggy Pop. Em 2004, ele se apresentou no Brasil com o grupo The Doors of the 21st Century, ao lado de Robby Krieger e com Ian Astbury (ex-The Cult) nos vocais. Tendo tocando em Porto Alegre duas vezes com esta formação. Tive a oportunidade de vê-lo e acho que a genialidade dele como tecladista suportava a falta de Jim Morrison nos vocais, considero ele o melhor instrumentista do The Doors e um dos mais influêntes tecladistas da história do rock. Segundo o que se conta nas lendas, era um cara calmo, chegando até a ser considerado o mais sério dos The Doors. Amante à moda atinga, casou-se em 1967 com a namorada que o acompanhava desde antes da fama, Dorothy. Juntos tiveram um filho, Pablo Manzarek.
  É uma pena que Ray tenha nos deixado. Ele é mais dos nossos gigantes que assume o seu trono no Olimpo dos Deuses do Rock. Ele estará presente em suas composições e quem esta presente na boa música, é eterno. Obrigado Ray.
Ana Beise
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