Ratos de Porão voltará a Porto Alegre em novembro

Lendária banda de punk/hardcore paulista será atração do projeto Segunda Maluca, que completa 14 anos.

O Ratos de Porão foi uma das atrações nas noite de peso do Morrostock 2013, e está prestes a voltar ao Rio Grande do Sul. O seminal grupo punk/hardcore paulista tocará em Porto Alegre como atração do projeto Segunda Maluca, dia 11 de novembro, no Opinião (José do Patrocínio, 382), a partir das 22h. Essa edição do evento comemora o aniversário de 14 anos da festa que ocorre em uma segunda-feira de cada mês e terá como abertura a banda santa-mariense Tijolo Seis Furos (TSF). Na mesma data, porém mais cedo, às 2oh, a tradicional casa de shows da Capital receberá a primeira apresentação da atriz mexicana María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha do seriado Chaves. Assim que o espetáculo da comediante terminar, o espaço será aberto para o som pesado do grupo que tem à frente o vocalista João Gordo. Mais informações no material de divulgação abaixo:

 

RATOS DE PORÃO É ATRAÇÃO DA SEGUNDA MALUCA EM NOVEMBRO

A edição de novembro do projeto 2ªMaluca vai colocar os ratos para fazer a festa no palco do Opinião (José do Patrocínio, 834), em Porto Alegre. Mas não é qualquer bando de roedores, é o Ratos de Porão! A banda volta ao projeto que ocorre uma segunda-feira por mês depois de ter feito um show memorável em 2012. A festa punk está marcada para 11 de novembro, a partir das 22h, e contará com a abertura da banda santa-mariense de hardcore Tijolo Seis Furos..Além das apresentações ao vivo, vai rolar a já clássica discotecagem dos DJs Claudio Cunha e Jamaica.

RATOS DE PORÃO

Eles correram centenas de palcos. Fizeram shows e viagens pelos quatro cantos do mundo. Começaram na música com o punk, quando o movimento explodiu em São Paulo em 1980. Transformaram-se num ícone da música e ganharam ainda mais adeptos quando começaram a se dedicar ao hardcore. O Ratos de Porão chega aos 33 anos de vida.

Respeitados desde o início, os Ratos se destacaram entre bandas do início do movimento punk brasileiro, como Olho Seco, Cólera e Inocentes. Nem a “mudança” para o hardcore e as acusações de “fãs xiitas” atrapalharam a carreira da RxDxPx. São 14 trabalhos de estúdio e outros três registros ao vivo. Entre eles, um show memorável no lendário CBGB, templo do punk rock em Manhattan, Nova York, onde já tocaram, entre outros, Ramones, Blondie, Elvis Costello e The Dead Boys. Foi um marco para eles, como seria para qualquer banda do mundo.

Para Jão, passar as três décadas na estrada, tocando sempre, gravando discos e DVDs, é inacreditável: “Quando montei a banda, se alguém dissesse naquela época que iríamos viver disso, eu iria dar risada”, lembra. “Não imaginava isso. A gente veio do punk paulista, sem perspectivas, da periferia. Imaginar um futuro com música era impossível”, conta. Até hoje a dificuldade citada pela RxDxPx é a mesma de outras bandas da cena underground. A falta de espaços para tocar e a dedicação para a cena metal, hardcore e extremo, linhas mais pesadas por parte de produtores, dificulta o caminho. “Temos público cativo no Brasil, mas ainda tocamos pouco. Na Europa, por exemplo, chegamos a passar dois meses viajando e fazendo 50 shows nesse período”, lembra Jão. “Na Alemanha, qualquer cidadezinha tem um clube, mesmo pequeno, sempre promovendo shows de metal, punk, som mais pesado”, pontua.

A banda, formada por João Gordo (vocais), Jão (guitarra), Boka (bateria) e Juninho (baixo), está preparando coisa nova. “Temos ainda um disco, por contrato, pela DeckDisc. Estamos tocando, compondo. Queremos produzir, gravar e lançar ainda esse ano”, confessa Jão. Enquanto o disco não vem, o Ratos de Porão quer ainda tocar muito pelo Brasil e pelo mundo.

Foto: Deimos Imagos

 

TIJOLO SEIS FUROS

Os mais velhos chamam de rock pauleira, rock pesado, bateção de lata e/ou coisas do gênero. Porém, esses cinco rapazes com idades biológicas que variam entre 20 e poucos e 30 e muitos anos, insistem em dizer que praticam o tal do hardcore. Numa definição simples, o referido gênero pode ser entendido como uma variação do cultuado punk rock – estilo musical, estético e comportamental que levou dezenas de rapazes e moças a erguer suas jubas, rasgar a roupa e agregar adereços a seus corpos e vestimentas em meados da década de 70.

Esses meninos, apesar de simpáticos e bem apessoados, tentam manter uma postura agressiva e rebelde, se dizendo contra alguns valores impostos por nossa maravilhosa sociedade ocidental capitalista. Suas canções versam, basicamente, sobre descontentamentos e frustrações para com o mundo cão no qual vivemos. Entretanto, seus temas não se resumem a isso. Também há espaço para deboche e assuntos subjetivos.
Apesar da pose de malvados, são rapazes alegres e cheios de vida, que encontram na música – se é que o que fazem pode ser considerado como tal – uma forma de expressar descontentamento e encontrar diversão fácil.

Desprovidos de técnica musical apurada, os moços da Tijolo buscam uma sonoridade simples, crua e enérgica. O resultado é uma sonoridade barulhenta e primata. Suas referências são, na maioria, expoentes do selvagem rock’n’roll (que, segundo estudiosos, seria um dos maiores exemplos da infiltração norte-americana em outras culturas, ao lado da onipresente Coca-Cola e outras multinacionais).

Podemos destacar como artistas que exercem influência sobre a banda TSF: o horrendo Extreme Noise Terror (pelo nome já dá para se ter uma noção), os amigos dos animais do Disrupt e, por último, mas não menos importante, alguns grupos nacionais como Ratos de Porão, Cólera e Olho Seco. Apesar de todos esses conjuntos tocarem canções que soam como um trem descarrilado, os garotos da Tijolo dizem também gostar de coisas não tão medonhas, como pop trash dos 80’s, heavy metal e hardcore melódico. Esse suposto ecletismo gera músicas tinhosas, rápidas, ininteligíveis e repletas de disposição para compensar a falta de apuro musical.

QUANDO: segunda-feira, 11 de novembro  de 2013. Cerveja em dobro até meia-noite.

ONDE: Opinião – Rua José do Patrocínio 834 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS

Abertura da bilheteria : 21h

Abertura da casa: 22h15min

Show de abertura: 22h30min

Show RDP: 23h30min

Discotecagem: Claudio Cunha + DJ Jamaica

 

QUANTO: 

Antecipados :

R$ 25,00 (vinte e cinco reais) – Do  dia 7 de outubro ao dia 22 de outubro.

Do dia 23 de outubro até o dia do show: R$30,00 (trinta reais)

Na Hora: R$40,00 (quarenta reais)

 

PONTOS DE VENDA: 

 

Vertigem  Tattoo Shop (Av. Independência, 1093 – fone:3311-3825) 

Back in Black(Shopping Total- Loja 2119 – fone:3018-7619)

 

 INFORMAÇÕES:  www.reimagroproducoes.com / www.opiniao.com.br

 

 

 

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