Ratos de porão a verdadeira escola do Trash

Ratos de porão mestres e doutores do hardcore trash vieram à Porto Alegre, neste domingo, para mostrar como se faz!

texto Sabrina Kwaszko

fotos John Matoso

A noite começou com o show de abertura da banda portoalegrense Diokane que se descreve ‘sonoramente, é um crossover roquístico de derivados do punk/hardcore e do metal feito por gente tosca. É o Cão que late para perturbar seu santo sossego.’

Na sequência sobem ao palco, do bar Opinião, Jão na guitarra, João Gordo na voz, Boka na bateria e Juninho no baixo – Ratos de Porão ou R.D.P. \m/ a banda tocou sons do seu último álbum ‘Século sinistro’ (2014), do ‘Brasil’ (1989) e também sons do ‘Crucificados pelo sistema’ (1984) em comemoração aos 30 anos do álbum.

Entre o público era possível ver pessoas de todas as gerações, desde o moleque que caiu no som ontem até a “vovózinha” que manja muito há décadas. É muito bom ver uma banda, com 36 anos de revolta contra o sistema, subir no palco com a gana e entusiasmo que eles têm, diria contagiante também porque formou uma roda punk ad infinitum com grandes picos nos clássicos, e muito esperados com certeza, como: ‘Beber até morrer’, ‘Aids, pop, repressão’ e ‘Crucificados pelo sistema’. Descrever como é um show do RDP é uma tarefa muito difícil por que é muito feeling tudo que rola entre a banda, o som e o público. Como descrever o banger do Jão, do Gordo, o meu “naquele momento” da música! Isso é algo que rola e só saca quem realmente curte e estava lá pra isso. Estivemos lá e prestigiamos uma grande banda, com 35 anos de estrada, que comemorou e disse que sempre é muito bom seus shows aqui na cidade, que no seu primeiro álbum o ‘Crucificados pelo sistema’ (1984), foram percussores sendo o primeiro LP individual de uma banda punk na América Latina. Quem quer saber mais sobre a banda e toda a sua trajetória de som, revolta e protesto pode sacar o documentário Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão (2008).

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One Thought to “Ratos de porão a verdadeira escola do Trash”

  1. Alexandre

    Eu estava lá e o q posso dizer e acrescentar é q embora tenham feito um show energético (óbvio para o estilo da banda) , foi curto demais, 50 minutos aproximadamente. Qndo deram a última saída pensei q voltariam pra uns 20 minutos a mais no mínimo e não foi. Fui embora indignado, até pq para um show “punk” não tava lá tão barato assim 60 pilas, q aliás, desrespeitaram o divulgado d vender a 45 até as 20h do dia do evento na bilheteria do local do show, o q não ocorreu.
    Sai decepcionado, só perdi o último show deles em Poa até então e sempre vou com muita vontade, pois vivi o punk dos 80’s aqui no RS, mas confesso q quebrou o encanto com essa atitude.

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