Raimundos, há 20 anos frequentador assíduo do Puteiro em João Pessoa

Um domingo ensolarado com temperatura agradável. Para alguns, um dia das mães com reunião em família, para outros um passeio no parque para tomar um chimarrão. Fim de tarde, o frio deu uma amostra do que está por vir em Porto Alegre.

Casa cheia, uma galera jovem e lindos dread locks foi o que meus olhos percorreram num reconhecimento de território embalado pelo som do DJ. O DJ saiu de cena e uma voz feminina desenrolou a cantar: Quem tem medo do lobo mau?

Assim, a banda deu o ar da graça! Uma banda que mantém o mesmo espírito jovem daquele mesmo Raimundos que vi à 15 anos atrás no ápice da fama num show no Anhembi Morumbi em São Paulo. Sob um efeito de luzes frenéticas a banda é ovacionada pelos presentes.
Começaram com “Mulher de Fases”. A galera se empolgou e seguiu cantando em coro.
Num mix de novas canções e clássicas, a banda manteve o ritmo do começo ao fim, com gostinho de “Já acabou?? #chateado”
Uma euforia que segundo Digão, o palco tremeu e o microfone foi pra frente. Cantaram animados “Baculejo”, da mesma forma que “O pão da minha prima” e “Vinte e poucos anos”.

Digão parece que parou no tempo. Com caras e bocas estava muito entrosado com a galera, nem parece ter seus 40 e poucos anos. #chocada #mentiira!

Canisso também surpreendeu com uma tatoo nova no braço, uma carpa (de acordo com Ana Beise que esteve próximo tirando fotos dos lindos). Sem contar, o que foi aquela espécie de dancinha à La Canisso que depois que o show acabou mostrou todo seu gingado sambando? #ComoAssim?

Numa pegada reggae, a banda iniciou “Me lambe” que depois seguiu na versão original. Digão fez uma homenagem às mulheres mais gostosas do Brasil antes de tocar “Gordelícia”, música digna de um estilo Raimundos de ser. Alguém se empolgou demais com “Palhas do Coqueiro” e jogou um tênis que saiu voando próximo às cabeças de quem estava perto do palco. Poderia acertar alguém e ia ser foda!

Voltando ao palco, Digão dedilhou o triângulo de cangaceiro dando início à “Esporrei na manivela”, “Quero ver o Oco”, “Aquela” e “I saw you saying” que a galera cantou junto alucinadamente. Tirando “Aquela”, um combo de 3 sons do 2º álbum Lavô tá novo de 1995.

A mais romântica teve seu momento: “A mais pedida” finalizou com coreografia sincronizada por Digão, Canisso e Marquim e seus respectivos instrumentos.

Digão encerra o show com agradecimentos para todos os fãs e a banda vaza. Mas a platéia não aceita e alguém grita “Puteiro” bem alto! Como assim não vai rolar Puteiro em João Pessoa? #tádebrinks?

Canisso volta ao palco e canta “Boca de lata”, com sua performance rapper. Por fim, Digão retorna e mostra seu lado rocker mandando ver com “Poison Heart” dos Ramones. Famigerados e idolatrados, os Ramones sempre vão estar ligados à história dos Raimundos.

Para minha alegria rolou “Reggae do Manero” e por fim, “Puteiro em João Pessoa”, cráássico que completa 20 anos de existência. Confere a matéria: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/05/relato-fiel-diz-primo-de-rodolfo-nos-20-anos-de-puteiro-em-joao-pessoa.html

O show foi positivo. De negativo é possível dizer: Pensar não faz mal à ninguém.

Texto: Chris Takeuchi
Fotos: Ana Beise

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