O Rock na Minha Vida #10 Com Ismael Calvi Silveira

O Rock na Minha Vida #10 Com Ismael Calvi Silveira

“O Rock na minha vida” surge para fazer um resgate da memória, de momentos que marcaram a vida de um amante do rock. Quem não se lembra do primeiro disco de rock que ouviu, do primeiro álbum que escutou inteiro, da primeira discografia, do primeiro “air guitar”, do disco que mudou sua percepção sobre o rock…? São algumas lembranças imortalizadas pelo estilo que amamos, o ROCK!

Ismael Calvi Silveira, professor de inglês, mestre em história, foi locutor da Putzgrila entre 2011 e 2014, destilando blues e roots music nas ondas da rádio no programa For Old Time Sakes, que ia ao ar todo o sábado.

O começo

Confesso que não tenho muita certeza de qual foi o primeiro mesmo. Durante a infância e a adolescência, morei com a minha mãe e ela não era muito ligada em música. Ela curtia ouvir sertanejo (as duplas dos anos 80/90) na rádio, mas não tinha por hábito comprar discos.

Acho que o primeiro disco de rock que eu ouvi na íntegra e que pegou minha atenção foi o Hybrid Theory (2000), do Linkin Park. Eu tinha uns 13 anos quando uns conhecidos me falaram sobre o álbum e eu fui atrás. Durante a minha adolescência, eu transitei entre diversos gêneros de metal – começando com o new metal e chegando aos diversos subgêneros de metal extremo, passando por fases em que eu fui doido por metal melódico e power metal.

O primeiro disco mais clássico de rock que eu ouvi foi, na verdade, uma coletânea do Grand Funk Railroad. Um dia, quando eu tinha uns 18, estava no bar do prédio e acabei trocando uma ideia com um vizinho músico (Guilherme Wurch, baixista dos Irish Boys do Júlio Reny). Ele me apresentou Grand Funk e me emprestou a coletânea. Na hora, eu pirei e me apaixonei. Mais ou menos na mesma época eu entrei em contato com o blues e esses foram fatores definitivos para formar meu gosto por música atual.

Mergulhando de cabeça

As primeiras discografias que eu ouvi por inteiro foram de bandas de metal, ainda na adolescência. Mas considerando as que eu ainda ouço hoje em dia, eu diria que a do Grand Funk, novamente, foi minha porta de entrada pro rock clássico. Tão logo eu conheci a banda, eu fiquei obcecado e dei um jeito de arranjar todos os discos deles. Curti quase tudo que eles lançaram, tirando a fase mais próxima do fim da formação clássica. Outra discografia na qual eu mergulhei logo cedo foi na do Creedence Clearwater Revival – uma das minhas bandas favoritas.

Além de GFR, outras duas coisas que eu posso dizer que transformaram a minha forma de encarar a música foram B.B. King, que eu acabei conhecendo acidentalmente enquanto procurando alguma coisa pra ouvir no rádio de madrugada, e The Band. Esta última, inclusive, logo virou minha banda favorita e abriu minha visão para outros estilos, já que os caras flertavam bastante com o folk, o blues, o soul e o country.

Recomendações

Para quem ainda está começando nessa linda jornada que é o rock, há muita coisa pra se ouvir. Depende muito de qual subgênero tu vai curtir mais, então qualquer recomendação que eu faça vai ser pautada nas peculiaridades do meu próprio gosto. De qualquer forma, vou deixar algumas sugestões: Cream – Disraeli Gears (1967); The Rolling Stones – Sticky Fingers (1971); The Stooges – The Stooges (1969); Grand Funk Railroad – Red Album (1969); The Band – Music From Big Pink (1968); Elvis Presley – From Elvis in Memphis (1969); Allman Brothers Band – Live at Fillmore East (1971); Titãs – Cabeça Dinossauro (1986); The Clash – London Calling (1979); Bruce Springsteen – Born to Run (1975).

Rádio Putzgrila

A Putzgrila é um veículo de rock consolidado na internet, com mais de 13 anos de programação ao vivo, transmissões de festivais, notícias, lançamentos e cobertura de shows nacionais e internacionais.

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