O Incrível Assassinato do Punk Brega por Wander Wildner

Um cara que dispensaria apresentação é Wander Wildner, o músico que é a cara do punk brega. Mas quem tocou ontem à noite, dia 25 de setembro, no Bar Ocidente, foi o músico folk rock Wander Wildner, o contador de histórias, ou quem sabe um trovador latino?

Resposta difícil de obter (ao menos dele), mas sendo o velho beat, dá continuidade a uma mudança que começou já no disco La Canción Inesperada, de 2008, deixando de lado os ternos xadrez e calças de couro, dando lugar a um estilo mais sóbrio em meio a canções surpreendentes e bem trabalhadas, fazendo uso de vários instrumentos, além de sua velha viola, como gaita, teclado, glockenspiel, charango, timple requinto, kazoo entre outros, num show que te prende do início ao fim, com histórias cantadas, como das famílias Mocochinchi e Folksom.

Assim foi o lançamento do novo trabalho do Wander, Mocochinchi Folksom, ao lado dos sus comancheros, os músicos Arthur de Faria, Mauricio Chaise, Fred Vittola e Gustavo Chaise, fazendo referência ao grande amigo e músico Jimi Joe, que participou da gravação do álbum e está hospitalizado no momento.

É o sétimo trabalho de sua carreira solo, com oito canções inéditas compostas no último verão, em Porto Alegre, produzido por ele e por Flavio “Flu” Santos e gravado no Flufli Estudio. Tem as participações de amigos músicos, além do já citado Jimi Joe, Arthur de Faria, Mauricio Chaise, Renato Borghetti, Pedro Borghetti, Hique Gomes, Luciano Granja, Fernando Pezão e Alexandre Kassin.

Lançado de forma independente, em CD e vinil, pelo próprio selo do artista, o Fora da Lei, o disco pode ser adquirido nos shows ou pelo site oficial (www.wanderwildner.com.br), custando: R$ 9,90 (virtual), R$ 25 (CD) e R$ 85 (vinil).

 

E que venham muitos outros shows desse álbum, com ótimas canções novas como “O Breakfast do Tio Dylan” e “Com o Vento ao Seu Favor”  e algumas clássicas como “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo” e “Boas Notícias”. Baita show divertido e apesar da tentativa de enterrar o punk brega, com um Wander Wildner com resquícios ainda de uma fase que o consagrou… uma camisa um pouco florida, mas ainda assim florida, por baixo de um novo estilo.

Texto: Crisane Michel
Fotos: Ana Beise

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