Noite de Sarau Elétrico com o Velho Safado

 

Nesta terça 08 de julho, aconteceu no Ocidente  como de costume nas terças, o Sarau Elétrico. Dessa vez, o escolhido foi o Velho Safado, Bukowski ou Hank como quiser chama-lo. Numa noite que a Alemanha massacrou nossa seleção, o alemão que foi para os Estados Unidos ainda criança,  nos proporcionou uma noite de delírios cotidianos.

Bukowski teve a capacidade de transformar as bebedeiras triviais, as angústias e em arte. Repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia. Esses são alguns dos sentimentos que mais inspiraram Charles Bukowski, que passou a vida nos becos dos americanos, na composição de toda sua obra. Cada poesia, cada romance e cada conto do escritor trazem um pouco da vida do “Velho Safado”, como ficou conhecido no mundo inteiro.

Inconformado ele sentava em sua antiga máquina de escrever e deixava fluir seus pensamentos sem censura alguma. Bukowski vivia em um mundo atormentado e distorcido, totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade de sua época.

Com a participação de Luís Augusto Fischer, Claúdio Moreno, Diego Grando, do tradutor do velho Buk, Pedro Gonzaga e a anfitriã Katia Suman, fizeram uma noite regada ao humor cáustico do autor. Foram citados alguns trechos dos livros, Cartas na Rua, O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, O Amor é um Cão dos Diabos, entre outros trechos dos contos do autor. No final rolou uma canja com os MACNESS, um dueto charmoso encerrando muito bem a noite.

O poeta bêbado, o vagabundo, o mulherengo, o homem roto, ainda hoje é aclamado como um dos maiores escritores das ultimas décadas. Foi uma noite bukowskiana da melhor qualidade, e para deixar claro que muitas vezes, esses delírios fazem parte dos nossos mais íntimos sentimentos.

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