Na Ponta da Agulha – O universo da tatuagem nas ondas da web, estréia na Rádio Putzgrila

Na Ponta da Agulha? É um programa que vai rolar som direto do vinil? Não, não é. O Na Ponta da Agulha é um programa que fala sobre uma das formas de expressão corporal mais antigas do mundo e que tem tudo a ver com Rock: a tatuagem.

Quando comecei a conhecer o universo que o Rock abrange, afinal, Rock n Roll vai além de um gênero musical, é (aquele clichê básico), um estilo de vida; uma das coisas que mais me chamou atenção foi a forma com qual as pessoas que fazem e gostam deste tipo de música, se expressam. Seja como pensam, agem, falam, gesticulam ou se vestem, os “rockers”, em sua maioria, possuem características que os diferem bastante do restante da sociedade e, em boa parte das vezes, essas características acabam por chocar aqueles que estão à margem desse mundo que conhecemos como contracultura. Acredito que seja esse “choque” que o Rock n Roll causa nas pessoas que tenha despertado a minha paixão por ele. A liberdade, a contestação, a eterna busca por respostas… Fizeram acontecer em mim um amor a este “way of life” que permeia todos os pontos da minha existência.

Observando meus ídolos conheci muita coisa além de música: literatura, pintura, cinema, teatro, fotografia… Enfim, jeitos diferentes de tirarmos da cabeça aquelas coisas que nos incomodam e transforma-las em obras que possam ser, de alguma forma, palpáveis. Transformar a inquietação em algo que tenha significado também para outras pessoas, transformar a inquietação em obra de arte. E nesse trabalho de observação de meus ídolos descobri também uma forma de expressão que modifica não apenas a forma de pensar, mas também, o corpo: a tatuagem.

Ah, Ana… Tu vai querer vir dizer que essa coisa de pegar tinta e agulha e fazer desenhinhos na pele é arte agora?! Então, no começo, eu também achava que não era arte, era apenas mais uma forma de chocar. Desenhar na pele, para mim, a princípio, era mais uma forma de ser rebelde, porque como todo bom fã de Rock, passei pela fase na qual me rebelei contra tudo e contra todos, talvez sem nem saber o que era tudo ou quem eram todos. Fui lá e comecei a estampar na minha pele pequenos rabiscos que simbolizavam coisas que eu gostava ou queria. Minha primeira tatuagem foi uma estrela, a segunda, a palavra paz.

Os anos foram se passando, os desenhos no corpo aumentando e o meu pensamento sobre eles, mudando. De simples símbolos, passei a me marcar com desenhos mais detalhados, que já não traduziam apenas coisas que eu gosto ou quero, mas também, sentimentos. No convívio com tatuadores, comecei a notar que há muito estudo, muito treino, muito trabalho envolvendo as tintas e as agulhas. Percebi então, que aquilo que eu encarava como um ato de rebeldia é, na verdade, uma grande forma de expressão artística. Comecei a encarar os tatuadores como pintores e os corpos, como telas.

Me mudei de Porto Alegre para Florianópolis no início de 2017. Logo de cara já conheci a Lis Freitas, tatuadora da Factory Tatto Studio. Artista Plástica e ex-professora de artes, a Lis iniciou seu caminho como profissional da tatuagem há sete anos. Conversa vai, conversa vem… Um dia, enquanto ela me tatuava e conversávamos sobre a história da tatuagem, surgiu a ideia de fazermos juntas um programa voltado para esse segmento. Esse programa começou a ser transmitido pela Rádio Desterro Cultural, aqui de Floripa, em março. Em abril o tatuador carioca, Breno Reis, no ramo há 16 anos e radicado na Ilha da Magia há quase dois, juntou-se a nós e agora, em outubro o Na Ponta da Agulha faz sua estreia na Rádio Putzgrila.

O NPDA inicia suas atividades nas tardes de quinta da Putz no dia 05 de outubro. Começando às 13:30h, logo após o programa Redençãostock. O Breno, a Lis e eu estamos ansiosos por essa reestreia do Na Ponta e preparando um programa ducaraleo para os ouvintes da Putz.

Até quinta!

Besos,

Ana Beise

 

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