Marcelo Callado lança segundo álbum

Marcelo Callado lança segundo álbum; ouça “Musical Porém”

O cantor, compositor e baterista Marcelo Callado apresenta o disco duplo de inéditas, “Musical Porém”. O álbum contém 20 faixas inspiradas em linguagens, ritmos e influências do músico, que ainda mostra sua vocação em gêneros musicais como o blues, rock e folk. O segundo trabalho solo é uma parceria do selo RockIt! com o Embolacha, e está disponível em formato de vinil e em plataformas de streaming.

Depois de divulgar os singles “Boa Noite Cinderella” e “Olhando Para Baixo”, Marcelo Callado mostra o segundo álbum por completo. “Musical Porém” exercita as novas veias criativas do músico e chega para somar à sonoridade que Marcelo vinha desenvolvendo em seus outros lançamentos solo, o disco “Meu Trabalho Han Sollo Vol. II” e o EP “Callado Compacto”. Os projetos renomados com a Banda Cê e as participações em shows de Caetano Veloso, Jorge Mautner e Ava Rocha somam à experiência do cantor, que acumulou uma grande quantidade de composições para o novo projeto.

Marcelo Callado utiliza uma gama de ritmos musicais, do pop ao rock, do blues ao folk, colocando uma pitada de autenticidade. Entre as 20 faixas presentes do disco, também há participações especiais de amigos – como as parcerias de Julia Naidin e Ruben Jaconbina, em “Super Supero” e “Do Tempo do Onça”. Outro destaque é a letra de “Passe de Mágica”, escrita por Jô Hallack, e “Night Paradise”, escrita ao lado da fotógrafa Caroline Bittencourt. A surpresa fica por conta de “Calma Corista” e “Uma Corda Preta e Branca”, que brinca com a criatividade da filha do cantor, a pequena Cora, de 5 anos.

O álbum chega aos serviços de streaming, após ser lançado em vinil duplo, por meio da RockIt!, que em 2018 comemora 25 anos movimentando o cenário musical com lançamentos inovadores. Fundado por Dado Villa-Lobos, o selo lançou também recentemente “Exit”, novo disco do próprio Dado; e “Pa7”, de Antonio Neves.

 

Ouça “Musical Porém”:

Spotify: http://bit.ly/MusicalPoremSpotify

Deezer: http://bit.ly/MusicalPoremDeezer

Google Play: http://bit.ly/MusicalPoremGooglePlay

Itunes: http://bit.ly/MusicalPoremItunes

 

Ficha Técnica:

Produzido por Marcelo Callado e Igor Ferreira

Gravado, mixado e masterizado por Igor Ferreira no Estúdio Do Amor entre junho de 2016 e junho de 2017

Exceto: Guitarra de “Boa Noite Cinderella” gravada por Marcelo Callado no Estúdio Do Amor; baterias de “Sentidos (O olfato faltou!)”, “Brincar é preciso” e “Super supero” gravadas por Gustavo Benjão e Marcelo Callado no Estúdio Do Amor; baixos de “Passe de mágica” e “Londres/Amsterdã” gravados por Gabriel Bubu e Marcelo Callado no Estúdio Do Amor; voz e violão de “Do tempo do onça” gravados por Ruben Jacobina na França; gaita e guitarra slide de “Night paradise” gravadas por Pedro Bonifrate em Parati; baixo de “Night paradise” gravado por Diogo Valentino em São Paulo; guitarra solo de “Não baby” gravada por Felipe Fernandes na Gávea; baixo de “Não baby” gravado por Flavia Couri na Dinamarca; voz da Cora em “Calma Corista” gravada por Nina Becker no Floquinho; pianos e clarinetes gravados por Leo Shogun no Monoaural.

Projeto gráfico: Celina Kuschnir

Faixa-a-faixa por Marcelo Callado

Nascer

Um poema do Carlos Drummond de Andrade que musiquei no ato da leitura. Fui lendo e a melodia vindo instantaneamente. O poema é lindo e veio a calhar com o clima de renascimento e reinvenção de mim mesmo, que várias músicas do disco tem.

 

Musical Porém

Essa é interessante pois é um poema sobre o ato de musicar, e a própria música é isso em si, é esse resultado final. Eu fiz meio naquela época que travava-se uma discussão sobre a pertinência do Bob Dylan ter ganho o Nobel de literatura. Fiz na cadeira do dentista, depois de um acidente, onde me machuquei seriamente, ficando todo doído; mas como diz a letra, a dor maior foi a da separação.

 

Boa noite Cinderella

Uma canção que trata de situações inusitadas e perigosas que podem acontecer pelo bairro de Copacabana nas madrugadas da vida.

 

Ser e não ser

Poema lindo do mestre Chacal. Diferentemente do de Drummond, fiz um exercício de composição para musicar esse. Gostei, e chamei-o para participar da faixa, coisa que ele fez com maestria, acrescentando novas palavras ao texto original.

 

Super Supero

Parceria com a querida amiga Julia Naidin, a ideia surgiu de uma conversa nossa em torno da necessidade de superação de certas coisas e de soterramento de outras. A música era influenciada pelo Nick Drake e tinha um tema meio Zappa, mas depois que vi um show da banda Earth, em Barcelona, acrescentei a parte porrada.

 

Do Tempo do Onça

Um samba divertido, harmonizado pelo grande amigo, músico e compositor, Ruben Jacobina. O refrão é feito de frase feitas, faladas por minha avó Elisa para mim, quando era garoto, e a ficava perturbando. Vale ressaltar a presença dos meus tios Nelson, na flauta e Otávio no cavaco. Eles nunca tinham gravado nada na vida e seus takes valeram de primeira.

 

Passe de Mágica

Música feita a partir de um escrito lindo da querida amiga Jô Hallack. Nossa segunda parceria, e surgiu da mesma forma que a música “Nascer”: Li o texto, e a música veio na hora.

 

Brincar é Preciso

Essa foi uma encomenda feita pela Nina Becker, para a trilha sonora da coleção de roupas de crianças da marca Fábula. O tema era esse: Brincar é preciso, e em volta disso a música se deu.

 

Sentidos (o olfato faltou!)

Fiz essa música num bar na São Salvador depois de uma outra conversa com a Júlia, sobre canções infantis inteligentes. Acabei gravando a demo dela no estúdio do Sobrado Boemia na mesma noite da composição, com o Daniel Costa. O subtítulo foi por conta de não ter conseguido incluir o sentido do olfato na letra, o que veio bem a calhar para o momento que eu estava passando.

 

O Homem Nada

Letra minha para uma música do Bruno di Lullo. Pensei nela enquanto nadava na piscina do clube. Gosto muito das imagens dela, e também da simplicidade harmônica e melódica. Chamei o Bruno, que cantou muito bem como de costume, e acabamos nos tornando parceiros em mais algumas músicas que pintarão por aí a qualquer momento.

 

Calma Corista

Essa fiz para botar minha filha pra dormir quando ela era uma bebezinha. Ela gostou, tanto que aprendeu e vivia cantando. Acabou tendo seu canto registrado pelo celular da mãe e foi parar no disco do pai.

 

Uma Corda Preta e Branca

Parceria com a Cora, minha filha de 5 anos. Tinha feito a primeira parte da letra baseada numa cena real em que ela pegou uma corda de amarrar a rede da casa e desenhou um (meu) coração no chão, e saltou para dentro dele. A letra se repetia, e a Alice Sant’Anna, poeta e amiga querida, deu um toque que eu poderia desenvolvê-la melhor. Concordei e resolvi chamar a Cora para fazer uma rimas, ela fez coisas extraordinárias como “cesta e peixe”, “porco e água de coco”, aí meu trabalho foi dar sentido para as rimas dentro da canção. O solo do Pedro Sá é arrebatador nessa canção.

 

Londres/Amsterdã

Canção que ficou de fora do disco que fiz com a Nina Becker, o Gambito Budapeste. Foi composta durante o trajeto de Londres para Amsterdã, como diz na letra, numa viagem de férias que fizemos juntos.

 

Night Paradise

Parceria com a grande amiga e fotógrafa, Caroline Bittencourt. Foi uma brincadeira de mesa de bar, onde colocamos várias palavras que representavam coisas que estavam rolando no momento em nossas vidas. Acho que é mais ou menos isso.

 

Olhando para Baixo

É uma crítica ao vício tecnológico cada vez maior das pessoas. Você anda pela rua e todos estão olhando para baixo para seus celulares, como se a vida naquela caixinha de plástico fosse mais urgente e bela do que tudo que se passa ao redor, e que está vivo. A música é minha e de Gustavo Benjão, meu compadre, que ainda escreveu a frase final dando uma cutucada também nessa mídia golpista que aí está. Adoro a fluidez dessa canção, a la Richie Havens.

 

Fica

Fiz na cadeira do dentista, depois de um acidente, onde me machuquei seriamente, ficando todo doído; mas como diz a letra, a dor maior foi a da separação.

 

Não Baby

Música mais antiga do disco, foi feita em 2003 e enviada para o amigo Jonas Sá colocar uma melodia e letra. Tinha o nome de “Glitter” e o Jonas soube trabalhar e desenvolver muito bem esse clima purpurinado dela.

 

Participio Passado

Música feita a partir de minha observação do modo em que Gilberto Gil tocava um samba na passagem de som de uma gravação de um programa de TV. Fiquei bolado como ele com um mesmo acorde, harmonizava o samba, só subindo e descendo no braço do violão. Aprendi o acorde novo, e decidi tentar imitá-lo do meu jeito. Aí pra compensar a “cabeçudice” da parte A, e da letra, fiz um B bem rock clássico boboca meio Beatles/Queen.

 

À Toa

Ideia que veio a minha cabeça enquanto nadava no clube também. Praticava o nado de costas e via as gaivotas voando em “V” no céu, acima da minha cabeça oca. Depois foi só escrever a letra no formato do bando “gaivotesco”.

 

ADEUSDEUSA

Fiz essa melodia no Réveillon de 2015, em Mauá. A letra veio inspirada pela leitura de um texto do Arnaldo Antunes sobre a canção Dada (Caetano Veloso/Gilberto Gil). A letra dessa música começa com “A Deus, Deus a” e achei que seria legal trabalhar esse lance, ainda mais que tinha acabado de me separar novamente. Acabou em um formato interessante.

Por Julia Ourique

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