Mais peso e menos barro na segunda noite do Morrostock

Mais peso e menos barro na segunda noite do Morrostock
RootsNR.

O barro até deu uma diminuída no sítio Picada Verão, mas o peso do som não. Pelo contrário, foi até mais intenso. O segundo dia dedicado às sonoridades mais extremas do Morrostock 2013, realizado no sábado, 5 de outubro, contou com shows matadores. Highlights apropriadamente para as duas atrações tidas como principais: Gritando HC e Krisiun.

Gritando HC.

Quando chegamos ao local do evento já haviam tocado as bandas Dcotte Rock, Platinus, TopsyTurvy e ICH. A bola da vez era o duo The Red Boots. Com um som nervoso, a dupla de guitarra/voz e bateria fez tanto ou mais barulho que muita banda com formação completa. A sequência veio com os catarinenses da Sin Rejas, que desfilaram um punk rock/hardcore direto e sem frescura. Os paulistas da Gritando HC assumiram a bronca logo em seguida. E já começaram solicitando a retirada da grade que separava o público do palco. Ponto! Não é de se espantar que o quarteto tenha a manha de animar uma plateia sedenta por hardcore de primeira.  Afinal, são duas décadas de experiência. Visivelmente faceiros de fazer o que fazem, o grupo passeou pelos hits de submundo que integram sua discografia. Rolaram ‘Aéreo na Piscina’, ‘Quero Meu Ingresso pro Show dos Ramones’, ‘Ande Skate e Destrua’, ‘Quero Ser Punk com Você’ e a sempre atual ‘Tem que Pôr Fogo em Brasília’, entre outras. Depois, veio a Sangria, de Bento Gonçalves, mostrando que o ar bucólico da Serra também pode inspirar um death/splatter. A RootsNR apareceu em seguida desfilando uma mistura de hardcore, thrash e batucada que não deve nada pra Soufly nenhum da vida.

krisiun

Sem piedade, o Krisiun entrou em cena para arregaçar. Performance coesa, com sangue no olho e um peso descomunal. O trio gaúcho em ação é como um paredão sonoro que não poupa ouvidos desavisados. Destacar um ou outro som seria heresia, porque todo o set dos caras é um coice na fuça. Teve até versões de Motörhead e Venon para solapar corações metálicos. Tarefa ingrata teve a Torvo, de Caxias do Sul, que herdou a função de dar continuidade à desgraceira. E o grupo não deixou por menos, mandando petardos de nível repletos de vocais insanos. A Carniça fechou os serviços atestando que o underground gaúcho tem o que oferecer para quem curte música extrema.

Quem ainda tiver pique tem a oportunidade de curtir algumas apresentações de blues que rolarão neste domingo. Os demais podem descansar os tímpanos da linda maratona de barulheira que o Morrostock proporcionou.

Todas as fotos por (CCBY-SA) Rede Brasil de Festivais.

Mais imagens em http://www.flickr.com/photos/redebrasil/

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