L7 mostra o poder das mulheres no rock pela primeira vez em Porto Alegre

A força feminina, por vezes subestimada, se mostra cada vez mais em evidência. Algo, no mínimo, justo e necessário nos dias de hoje, ressalte-se. Independentemente da área de atuação, elas estão sempre prontas para provar que não existe tarefa que não possa ser bem executada por mulheres. E o L7 — banda formada por Donita Sparks, Suzi Gardner, Dee Plakas e Jennifer Finch — nos joga isso na cara por meio da música. Sem pedir licença, ainda em meados dos anos 1990, o quarteto de garotas invadiu o mundo do rock, que continua predominantemente masculino, e conquistou respeito e visibilidade. Mas as meninas sabem que a luta ainda não acabou e que avanços precisam ser conquistados. Por isso, saíram de um hiato de 14 anos e retomaram as atividades com a determinação típica da mulherada. Porto Alegre vai testemunhar que a L7 apenas se fingia de morta para abastecer o próprio fogo sonoro e da luta feminista em show no dia 4 de dezembro. A apresentação ocorre no Opinião (Rua José do Patrocínio, 834) e tem como atos de abertura  Os Replicantes e Bloody Mary Una Chica Band.

L7 EM PORTO ALEGRE:

Evento: https://www.facebook.com/events/303802660419117/

Data: 4 de dezembro de 2018

Local: Bar Opinião

Endereço: Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa, POA/RS

Ingressos: de R$ 110 a R$ 200 (confira os pontos de venda no evento)

Online:  http://bit.ly/L7PortoAlegre

L7:

Pioneiras do movimento feminista norte-americano no punk/grunge e do Riot grrrl lá no início da década de 1990, e detentoras de uma das sonoridades mais autênticas do rock, o L7 está de volta ao Brasil para cinco shows em dezembro deste ano.

Desde o retorno em 2014, após um hiato de 14 anos, a banda se mostra revigorada e tocando ao redor do globo com explosivos shows sold-out.

O quarteto de Los Angeles, à época rotulada como a versão feminina do Nirvana, foi uma das mais reverenciadas bandas no antológico Hollywood Rock de 1993, num show que até hoje é lembrado pela legião de fãs brasileiros.

Desde que gravaram o primeiro disco em 1987, dois anos após a formação da banda, o L7 contabiliza seis discos de estúdio, três registros ao vivo, um disco de covers, entre um monte de hits que tocaram — e tocam — à exaustão pelas rádios de todo o mundo, lançados por grandes gravadoras como Epitaph, Sub Pop, Slash Records e Warner.

Após o retorno,(guitarra/vocal), Suzi Gardner (guitarra/vocal), Dee Plakas (bateria) e Jennifer Finch (baixo) já lançaram duas novas músicas, ‘I come back to bitch’ (que ganhou um videoclipe com ares de produção caseira, no melhor espírito grunge noventista), e a anti-Trump ‘Dispatch from Mar-a- Lago’.

Legalização do aborto, defesa das liberdades civis e feminismo, temas como estes cada dia mais retumbantes, já eram abordados pelo L7 no início da carreira, pulverizadas em forma de músicas atemporais, raivosas e provocativas, não raramente cheias de sarcasmo, mas ao mesmo tempo encorajadoras.

Bricks are Heavy, o terceiro álbum do L7 e que impulsionou o quarteto ao estrelato mundial, foi considerado pela edição norte-americana da revista Rolling Stone como um dos 100 discos “indispensáveis” dos anos 90. É neste registro que gravaram o hit ‘Pretend We’re dead’, um sucesso comercial que ultrapassou as barreiras do rock e levou a banda a outros públicos, do pop ao metal.

Sem preconceitos, e longe do politicamente correto, junto aos contemporâneos do Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden, o L7 ainda é um furacão na indústria musical.

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