Jim Morrison – 47 anos de falecimento do frontman da banda The Doors

O Rei lagarto, Jim, Mr. Mojo Risin, Jimbo foram os apelidos mais conhecidos de James Douglas Morrison cantor e compositor da banda The Doors e também um poeta norte-americano. Falecido em 03 de julho de 1971 em Paris – França.

Apesar da causa registrada ser infarto existe muita especulação sobre a real causa e também se realmente ele faleceu, afinal há quem diga que o defunto era menor do que na realidade… Falecido, ou não, aos 27 anos foi uma grande perda para sua querida namorada Pam que o encontrou já sem vida em uma banheira no seu apartamento.

E também uma grande perda para todos que o admiravam e reconheciam sua genialidade como músico e poeta, Jim sabia escrever de uma maneira que tocava as pessoas intimamente, assim como também as fazia refletir sobre o mundo em que viviam convidando-as a tomarem consciência de como estavam tratando a si mesmo e ao planeta terra, em outros momentos ele dava espaço ao jovem que era e levava todos ao divertimento coletivo aproveitando suas juventudes – o rei lagarto!

Um artista que quando pisava no palco se entregava por inteiro, como em transe com o público e seu Xamã. Com o uso de drogas¿ Sim, muitas vezes, se não todas… Mas Jim não fazia um uso meramente recreativo, ele queria chegar aos recantos mais escondidos do cérebro e despertar a mente do simples cotidiano, ele queria alcançar ‘As portas da percepção’ descritas por Aldous Huxley em seu livro de 1954; com título inspirado em uma citação de William Blake: Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.

Assim ele buscou ver mais longe, escreveu e cantou sobre isso. Mostrou às pessoas que elas não podem limitar-se à primeira impressão, que o sentido das coisas vai muito além, que é possível ampliar o alcance da mente e não serem subjugados.

Reconhecido, como outros grandes nomes da história da música, ele recebeu homenagens, mas entre todas que alguém poderia receber pós-morte, Jim recebeu uma um tanto inusitada. Ele tornou-se imortalizado na história paleontológica do nosso planeta. Um fóssil de um lagarto gigante que viveu há quase 40 milhões de anos foi, em 2013, identificado e batizado com o nome do icônico cantor. A vida deste réptil, ou que se conhece dela, está descrita num artigo da revista Proceedings of the Royal Society B. Mais de 40 anos depois da morte do cantor, um lagarto ganhou o seu nome: Barbaturex morrisoni e tendo como nome comum Lagarto-rei graças aos seus 1,8 metros e 30 quilos.

O jovem Jim fez história no mundo do rock psicodélico ao lado dos músicos surrealistas Ray Manzerek (baixo e teclado), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria).

Uma pessoa com fome de vida e conhecimento, que ironicamente morreu tão cedo, talvez nunca seja completamente compreendido, mas Jim segue conseguindo atingir as pessoas com sua música e poesia.

Nota: Este texto não procurou ser técnico e didático com dados, datas e números excessivos e que não tem relevância em uma pequena homenagem a este eterno jovem que vive nos corações de mentes de nós, seus fãs.

Fontes: Minha memória alimentada por todos os discos ouvidos do Doors, pelas conversas com os amigos nos bares e praças da zona norte e bairro Bom Fim de Porto Alegre nos anos 90, a extinta revista Top Rocks, o filme da banda assistido por mim umas 14x ao menos, algum detalhe técnico no Wikipédia e o site Público de Portugal no que se refere ao fóssil.

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