Irmão Victor e Baby Budas no Oculto

Irmão Victor e Baby Budas no Oculto

A temporada musical do oculto inicia oficialmente nesta quinta-feira, dia 9/01  com os shows das bandas Irmão Victor e Baby Budas. O evento inicia às 20h. Os ingressos são retirados na hora por R$20.

SERVIÇO
IRMÃO VICTOR
BABY BUDAS
Quinta-feira, dia 9, às 20h
Ingressos na hora por R$20
OCulto Club (Rua Moura Azevedo, 46)

Irmão Victor é o pseudônimo do músico gaúcho Marco Antônio Benvegnù, onde encontra sua inspiração nas lembranças de infância e adolescência, como cenário de seus primeiros dois álbuns (“Irmão Victor” de 2015 e “Passos Simples para Transformar Gelatina em um Monstro” de 2016) que foram gravados em Porto Alegre de forma caseira, com Marco Antônio tocando todos os instrumentos, também fazendo a mixagem e masterização. Tendo a psicodelia como mote e o experimentalismo como principal elemento de suas músicas, sua colagem sonora passeia entre ritmos de valsa, jazz, bossa nova e rock. As canções foram gravadas da maneira mais lo-fi possível com letras em tom non-sense e confessional.

No início de 2018, Irmão Victor lançou “Cronópio?”, gravado d maneira itinerante, entre os lugares onde morou (em Florianópolis, Porto Alegre na casa de amigos e no estúdio Dom Rodolfo, em Passo Fundo). No mesmo ano, o selo francês Pop Supérette lançou em vinil uma coletânea com músicas dos três primeiros álbuns e uma inédita, conseguindo boas críticas de revistas tradicionais como Magic, Revue Pop Moderne, Rock & Folk (França) e Rumora (Itália). Convidado pelo selo, Marco muda-se para Toulouse em maio de 2019, para gravar o álbum novo (“Mariposário”) e fazer shows na França e Bélgica, tendo como banda de apoio músicos do grupo Ad Libidom. Lançado em novembro, “Mariposário” foi gravado também de forma itinerante, passando por Passo Fundo, Porto Alegre, Florianópolis, Lisboa, Toulouse e Tournefeuille. Com participações de músicos da cena de Toulouse como o arranjador Pieuvre Convex, a violinista Marion Jo, a cantora e compositora Olia Eichenbaum e a acordeonista e cantora Sarah Brault. O álbum será lançado em vinil pelo Pop Supérette e teve distribuição digital pelo selo Pop Supérette.

No Brasil, desde 2016, a banda é formada por Jean Lucas Vicentini (baixo), Eduardo Possa (bateria) e Lucas Lara Chaise (guitarra e vocais), onde tocaram em festivais como Acid Rock 2017, Morrostock 2018 e Psicodália 2019, nos quais dividiram o palco com grandes artistas da música brasileira.

Já Baby Budas é Gabriela Belnhak (bateria), Henrique Bordini (baixo e voz), Henrique Santos Cardoni (teclado, violão e voz) e Bruno Cardoni Ruffier (guitarra e voz). O grupo gaúcho, formado em 2015, lançou seu primeiro álbum, “Baby Budas no Jardim de Infância”, em 2017 pelo 180 Selo Fonográfico. As duas novas canções fazem parte do futuro disco, já em processo de pré-produção.

Essas duas novas canções (já não tão novas assim) são “E eu, E Eu” e “Réquiem”. A sonoridade motorizada do krautrock dá o tom de “E Eu, E Eu”, livre versão do ié-ié francês “Et moi, et moi, et moi” de Jacques Dutronc. A faixa narra o desabafo de um indivíduo submerso em suas próprias questões, anestesiado frente ao absurdo do mundo. Contrastando cenas e situações, a banda entoa um mantra de urgência e tédio, impotência e privilégio, onde guitarras psicodélicas pesadas e uma cozinha monótona expressam o ramerrão de quem pensa, mas deve seguir vivendo.

“Réquiem”, por sua vez, trata da morte. Numa associação melancólica de colagens urbanas, a Baby Budas encarna uma trupe em romaria. Na procissão mambembe, mesclam-se revistas de fofoca e controversos líderes religiosos, atores globais e paisagens locais, direitos sociais e escatologia. Se “E Eu, E Eu” é quase eletrônica, “Réquiem” é quase folclórica, com violinos, violões, flautas e harmonias de voz.

O single mantém a principal característica da banda: cantar os desencontros e as ambivalências. A arte da capa é uma gravura de 1926 de Rudolf Schlichter e retrata a Alemanha da República de Weimar, período da história que marcou o fim da I Guerra Mundial e a ascensão do totalitarismo.

Rádio Putzgrila

A Putzgrila é um veículo de rock consolidado na internet, com mais de 13 anos de programação ao vivo, transmissões de festivais, notícias, lançamentos e cobertura de shows nacionais e internacionais.

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