Conferência Internacional de Novas Interfaces para a Expressão Musical

As interações entre homem e máquina no fazer musical e a influência da tecnologia avançada na produção artística são alguns dos temas a serem debatidos no “NIME – New Interfaces for Musical Expression”(Conferência Internacional de Novas Interfaces para a Expressão Musical). O evento, que já passou por países como Dinamarca, Inglaterra e Estados Unidos, vai reunir profissionais e especialistas de ponta do mundo todo entre os dias 3 e 6 de junho, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em sua 19ª edição, esta é a primeira vez que o NIME ocorre na América Latina; e Porto Alegre foi a cidade escolhida para sediar esse grande encontro. O evento tem uma programação extensa direcionada para especialistas, com workshops, apresentação de trabalhos acadêmicos, cursos e instalações de arte. Os participantes pesquisam novas linguagens musicais, criam novos instrumentos e produzem experiências estéticas pioneiras.

As inscrições para o público especializado já estão encerradas, mas os porto-alegrenses poderão usufruir da música experimental contemporânea em três concertos gratuitos durante a semana. Os responsáveis pela organização no Brasil são o Departamento de Música e o Instituto de Informática da UFRGS, sob a coordenação geral do professor Rodrigo Schramm.

Nascido em Porto Alegre, o professor da University of Plymouth Eduardo Reck Miranda é um dos palestrantes do NIME. Miranda é reconhecido no meio por sua pesquisa pioneira na área da Neurotecnologia Musical, principalmente no que se refere às interfaces de Música resultantes da interação cérebro-computador. Integram o time de palestrantes também a compositora eletroacústica Ana Maria Romano Gomez, da Colômbia e o pesquisador brasileiro radicado no Canadá Marcelo Wanderley.

 

Sobre os concertos

As apresentações ocorrem nos dias 3 e 4 de junho, no Salão de Atos da UFRGS (Paulo Gama, 110), com entrada fraca e sem necessidade de inscrição prévia; e no dia 6, no Agulha (Conselheiro Camargo, 300), também com entrada franca, mas os interessados deverão se dirigir ao local, antecipadamente, para garantir os convites em quantidade limitada. Os três concertos ocorrerão sempre das 20h às 22h. Quem for, pode esperar experiências sensoriais, músicas experimentais e novas linguagens desenvolvidas com tecnologia de ponta.

Países das Américas, da Europa, da Ásia e da Oceania mandaram trabalhos para participar; e uma comissão internacional de especialistas foi a responsável pela seleção de vinte peças, que serão apresentadas nessas três noites de concertos. O público vai poder observar os resultados dos esforços dos pesquisadores – artistas e cientistas – de todo o mundo, ter acesso a uma experiência estética única e aproveitar múltiplas possibilidade de se fazer música no século XXI.

As peças apresentadas são constituídas por efeitos multimídia, música eletrônica e ordem de buscas sonoras inusitadas de música experimental. A ideia é realmente a de se perseguir experiências, aprofundar-se em uma sensação estética gerada pela quebra de paradigmas, rompendo fronteiras com a música tradicional. O objetivo é mesmo despertar uma possível sensibilidade das pessoas para expressões contemporâneas, utilizando o mote do evento, que é justamente o limite entre a arte e a tecnologia.

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