Far From Alaska se reinventa e exibe novas sonoridades em Unlikely

Um impulso espontâneo, instintivo e natural deu origem as doze faixas de Unlikely (2017), o segundo disco do Far From Alaska. Sem deixar de lado o tradicional rock incendiário da banda potiguar, o trabalho passeia por diferentes sonoridades, que se abrem em novos caminhos e atmosferas. Unlikely chegou ao mundo 4 de agosto e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Produzido, mixado e acompanhado de perto pela renomada produtora americana Sylvia MassyUnlikely foi gravado em Ashland (Oregon, nos EUA) e revela um lado mais ousado e improvável do Far From Alaska, que é formado por Emmily Barreto (vocais), Cris Botarelli (steel guitar, sintetizador e vocais), Rafael Brasil (guitarra), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch(bateria). Após o elogiado disco de estreia modeHuman, o grupo mergulhou em novas possibilidades.

As faixas autorais, que levam nomes de bichos, foram compostas como forma de apresentar o atual momento da banda vinda de Natal (RN). Unlikely é mais relaxado, mais despretensioso e menos sisudo do que o trabalho antecessor. “A preocupação em fazer uma coisa mais séria não existe mais. As pessoas podem esperar um Far From Alaska mais bem humorado. É um disco com mais cor, mais iluminado“, conta Cris Botarelli, responsável pelos elementos eletrônicos do álbum. “Ainda assim é um disco de rock”, acrescenta o guitarrista Rafael Brasil. “Ele é pesado e enérgico, mas ao mesmo tempo traz outras sensações”, completa.

Escolhida como primeiro single, Cobra é um rock riffado, envenenado e de refrão marcante. A segunda faixa do disco, “Bear, traz um ritmo atípico intensificado pela presença de uma bateria eletrônica – recurso que, até então, não existia na música do Far From Alaska. O som pesado é dado por vocais fortes e abafados, que se encontram com acentuados backing vocals em Auto-Tune. “A música mescla uma intenção de reggae e dub, alternados com um refrão forte, cheio de fuzz e oitavadores. É como se o Ozzy Osbourne estivesse na Jamaica [risos]”, explica Cris.

A busca por misturas distintas e novas experiências pode ser sentida nas faixas que se seguem. Em “Flamingo”, a banda expõe uma brasilidade descaradamente influenciada por símbolos regionais, enquanto em Pig” o grupo mostra um lado mais pop, com melodias que flertam com canções noventistas, e que se destacam num refrão difícil de esquecer.

Elephant, por sua vez, tem uma atmosfera indiana. A faixa apresenta riffs repetidos como um mantra, que são acompanhados pelo teor meditativo da letra. “Quando a criamos, ficamos com a sensação de que (Elephant) ‘é a primeira canção das nossas vidas’. Ela tem harmonia, é boa de cantar. Nessa música, nós vamos a outros lugares. Ela tem uma vibe mais calma, mas ao mesmo tempo não. Lembra algumas baladas grunges, antigas. E o refrão também é intenso“, comenta Raffa.

O peso de Unlikely segue intacto em MonkeyPelican e a psicodélica “Pizza” (única música do disco que não recebe nome de animal). “Armadillo”RhinoSlug” “Coruja” completam a sequência. Diferente das outras onze, a última música tem o nome em português e foi composta inteiramente durante as gravações em Ashland. Ao mesmo tempo que estabelece uma nova face da banda, “Coruja” encerra o tom dado logo nos primeiros acordes de Unlikely e que permanece nos ares até o fim da décima segunda faixa: há muito mais do Far From Alaska do que se possa imaginar.


Ficha Técnica

Produção e mixagem: Sylvia Massy
Engenharia de som: Ivan Handwerk
Gravado em The Foundation Soundstage in Ashland Oregon, USA
Masterização: Joe LaPorta | Estúdio: Sterling Sound Studios (NYC)
Ilustrações (faixas): Filipe Anjo
Publicação: todas as músicas são escritas pelo Far From Alaska e publicadas por REGA
Gestão de carreira/Label: Elemess

Sobre a Far From Alaska

Formado em 2012 na capital potiguar de Natal, o grupo de rock Far From Alaska nasceu da união de ideias e influências dos amigos Emmily Barreto (vocais), Cris Botarelli (Steel Guitar, Sintetizador e vocais), Rafael Brasil (guitarra), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch (bateria). Após serem descobertos pelo Festival Planeta Terra, em 2012, a banda lançou o primeiro disco, modeHuman, dois anos depois.  Festejadíssimo pelo público e pela mídia especializada, o álbum entrou para diversas listas de melhores do ano em 2014, incluindo a da revista Rolling Stone Brasil. De lá para cá, excursionaram pelo Brasil e também para o exterior, destacando duas passagens marcantes em 2016: no festival americano SXSW e na edição comemorativa de cinquenta anos do Midem, em Cannes na França, um dos mais importantes eventos do mercado internacional de música, onde levaram o prêmio “We Are The Future”, de artista revelação. Em 2017, o Far From Alaska se prepara para lançar o segundo disco, Unlikely, gravado com a produtora Sylvia Massy, no estado do Oregon (EUA). Com passagem por festivais relevantes, como Lollapalooza Brasil, Maximus Festival, João Rock, recentemente, a banda realizou uma apresentação catártica no conceituado Download Festival, em Paris, na França, no mesmo palco que recebeu o System Of A Down.
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