Entre concreto e ouro, o novo disco do Foo Fighters

É inegável que o Foo Fighters é uma das maiores e mais expressivas bandas de Rock da atualidade. Nos últimos anos o conjunto liderado por Dave Grohl lançou diversos trabalhos, e seus integrantes estão envolvidos em inúmeros projetos. Eis que chega aos nossos ouvidos o mais recente álbum dessa fogueira criativa que é o Foo Fighters.

Lançado neste dia 15 de setembro, Concrete and Gold é o nono disco de estúdio da banda e apresenta Rami Jaffee como tecladista. Segundo Dave, é melhor álbum que o grupo já fez até agora. Produzido por Greg Kurstin, o trabalho foi registrado no EastWest Studios, em Los Angeles em um período de seis meses, onde entre doses de uísque e conversas no estacionamento do estúdio, gravaram 11 faixas que contam com diversas participações especiais, como Boyz II Men’s Shawn Stockman, Alison Mosshart, do The Kills, Paul McCartney e Justin Timberlake, o que resultou em músicas que, na definição de Grohl, soam como o Motorhead tocando um disco dos Beatles.

T-shirt é o som escolhido para ser a faixa 1 do disco. Uma música curta, de pouco mais de um minuto que inicia de forma baixa e lenta, com um violão meio folk e voz em falsete de Dave Grohl, culminando em uma explosão sonora que me fez até levar um susto na primeira vez que ouvi, pois tinha aumentado o volume, já achando que tinha algum defeito no equipamento por aqui. Na sequência, Run, que já havia sido lançada em forma de single e clipe – um daqueles clipes divertidos do Foo Fighters, onde os integrantes da banda se fantasiam e aprontam diversas confusões no maior clima de descontração e azaracão. Run é o tipo de música que curto, com várias mudanças de ritmo e timbres em seu decorrer.

Make It Rigth, terceira faixa do álbum, começa com umas batidinhas da bateria de Taylor Hankins e logo é preenchida por uma guitarra que lembra muito bandas setentistas. The Sky Is a Neighborhood segue o mesmo clima. La Dee Da é outra que inícia baixa, com a guitarra parecendo um ruído e Dave rasgando a voz. Mais um hit. Uma compilação de hits. Dirty Water foi a música que mais me lembrou outras composições da banda, uma levada à lá Long Road to Ruin e outras baladas do Foo Fighters e Arrows, a sétima faixa, é o típico som para se escutar de olhos fechados e peito aberto.

Happy Ever After chega a ser engraçada de tanto que parece com Beatles. Passei a música inteira esperando uma grande mudança petardíca, mas não, ela só parece Beatles mesmo. E dos anos 60 passamos para Sunday Rain, com uma levada oitentistas/noventista. The Line é Foo Figthers em toda sua essência, todas as características típicas da musicalidade da banda estão ali.

E Concrete and Gold termina com a música que dá nome aos bois. Uma faixa que além de ser densa, tem uma beleza vocal que me chamou muita atenção. Uma mescla entre o grunge e o psicodélico. Bravo, Foo Figthers, baita som. Baita disco!

Dá para ouvir o Concrete and Gold completo lá no Spotify.

Ah, e os caras estreiam a turnê internacional de “Concrete and gold” na próxima terça, em Londres. Reza a lenda que virão ao Brasil entre o final de fevereiro e o início de março, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre… E diz ainda que é bem possível que o Queens Of The Stone Age esteja em turnê conjunta e mais, também há a possibilidade do Pearl Jam também tocar em solo nacional na mesma época. Ou seja: preparem-se! E acompanhem os próximos episódios dessa história aqui na Rádio Putzgrila.

 

Besos,

Ana Beise

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