David Gilmour faz show impecável em Porto Alegre

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O público que foi à Arena do Grêmio na noite de quarta-feira (16/12) pôde conferir exatamente aquilo que esperava ver – um show impecável. A última apresentação da atual turnê de David Gilmour no Brasil agregou gerações, agraciou os fãs do Pink Floyd, e contemplou quem gosta da boa música de uma forma geral.

Um pouco mais de três anos após a apresentação de Roger Waters, Porto Alegre teve a oportunidade de receber outro grande mentor do grupo britânico. Ainda que fosse, em estrutura e relevância, uma mega-produção, David Gilmour apostou num show mais intimista, onde o diálogo de sua guitarra com o público sempre foi o principal foco durante a apresentação.

Como era aguardado, Gilmour abriu a noite com três faixas de seu mais recente álbum, “Rattle That Lock”, lançado nesse ano e o tema de sua turnê. Ainda que, naturalmente, estivessem ansiosas pra ouvir canções do Pink Floyd, as 40.000 pessoas presentes embarcaram no novo trabalho do músico, reconhecendo o timbre inconfundível de suas notas.

Notas que tornaram-se ainda mais inconfundíveis quando esboçaram a introdução de um dos maiores hits do Pink Floyd – “Wish You Were Here” – canção que foi composta pra homenagear outro saudoso membro da banda, Syd Barrett.

Apesar de ser o único membro do Pink Floyd no palco, e realizar a turnê com uma banda de apoio praticamente desconhecida do grande público, vale destacar também, em especial,  a participação efetiva de três músicos de apoio: o guitarrista e produtor Phil Manzanera, que assumiu as frases principais em dados momentos da apresentação, o tecladista Jon Carin, que foi responsável pelos vocais de faixas importantes, como “Comfortably Numb” (música que encerrou o show) e o saxofonista brasileiro João de Macedo Mello, que solou magistralmente nas clássicas ‘Money”, “Us and Them” e “Shine On You Crazy Diamonds”.

Falando em desconhecido, a faixa debutante “The Girl In the Yellow Dress” teve execução fantática, transformando a grandiosa Arena num Piano Bar intimista.

A sequência de “Run Like Hell”, com uma espécie de mashup nas guitarras com o riff de “Another Brick the Wall” seguida de um dos maiores hits do Pink, “Time” (essa já no bis), foi o momento ápice da noite. David Gilmour brilhou como diamante, à sua forma: sutil e preci(o)so, sem grandes alardes. Um show impecável.

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Texto: Manoel Canepa
Fotos: Edu Defferrari

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