Conexão Floripa: Selvagens à Procura de Lei no Célula

Conexão Floripa: Selvagens à Procura da Lei no Célula

Por Ana Beise

Conheci o som da banda cearense Selvagens à Procura de Lei, acho que lá por 2013 ou 2014, quando eles lançavam seu segundo álbum. A levada dos caras e as letras de suas músicas sempre me chamaram atenção, mas ainda não havia tido a oportunidade de vê-los tocando ao vivo. Eis que ontem de tarde fico sabendo que os eles iriam se apresentar à noite aqui em Floripa, e o melhor, no Célula Show Case, que é perto da minha casa. Bora conferir então! Noite de sábado na Ilha da Magia, clima agradável e tempo seco, depois de mais ou menos duas semanas de uma chuva intermitente que parecia transformar a capital de Santa Catarina na cidade fictícia de Macondo (no livro 100 Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez), galera com vontade de rua… E rock!

Público animado, rocker e bonito. O show de abertura ficou por conta da banda local Blame. Após um pequeno intervalo, umas cervejas e muito bate papo, percebo que os presentes ovacionavam a banda que subia ao palco, me causando uma certa surpresa boa, finalmente um show de Rock em Floripa onde as pessoas realmente foram por gostarem e conhecerem o trabalho da banda.

O quarteto formado por Rafael Martins no vocal e guitarra, Gabriel Aragão também no vocal , guitarra e teclado, Caio Evangelista fazendo baixo e voz e Nicholas Magalhães na bateria e vocal começou o show com a música Brasileiro, seguida por Massarrara e Sangue Bom, essa última, do mais novo recente álbum da Selvagens, Praieira, do qual eles estão em turnê no momento. O som da banda me lembra um pouco das bandas de Rock brasileiras dos anos oitenta, misturado com uma leve pegada grunge mais modernosa, que acompanhada de letras políticas e poéticas, dá vontade de cantar e dançar. Tenho um sistema de classificar as bandas: as que são melhores em estúdio e as que são melhores em shows. Quando as duas coisas casam, para mim, é sinal que é realmente boa. Eis a segunda boa surpresa da noite. Os caras são bons em estúdio e tão bons quanto ao vivo. Me convenceram… Alias, um som dos caras que não me sai da cabeça é a música Despedida, que tem uma pegada à la Tim Maia, quase um chiclete – mas um chiclete tipo Bubbaloo, que é bom. Na noite ainda rolaram sons como Enquanto Eu Passar Na Sua Rua, 2 de Fevereiro e até um cover de Legião Urbana, com a Geração Coca-Cola.

Resumo: show praticamente impecável, gente bacana e ambiente agradável. Noites como a de ontem me fazem continuar acreditando que o Rock resiste e existe, vindo dos mais diferentes lugares, carregando em si uma bagagem cultural imensa, transmitida através de timbres e poesias… E que assim continue sendo.

A banda continua com a tour do disco Praieira, se apresentando aqui pelo sul do país ainda em: Araucária/PR, no Botequim da Villa, hoje, dia 18, em Porto Alegre, no Opinião, dia 23, no Rockers Soul Food, em Santa Maria, dia 24 e finaliza com  Sapiranga/RS , no Mocker Bilhar & Pub, dia 25 de junho. Dica de amiga, se puderem, não percam.

 

Ps.: Deixo um agradecimento especial a sócia do Putzgrila Rock Clube, Andréia Beltrão, que comemorou seu aniversário me acompanhando na noite de ontem. Gracias garota, és uma ótima companhia.

 

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