Cine Esquema Novo – Mostra Topographical Translations

Cine Esquema Novo – Mostra Topographical Translations

Chegando a sua 12ª edição, o Cine Esquema Novo consolida-se como evento que representa todos os estilos e formatos da Arte Audiovisual Brasileira. “O Cine Esquema Novo 2018 busca aprofundar seu mergulho na relação da imagem com o cinema e as artes visuais, colocando de forma efetiva trabalhos audiovisuais que circulam em salas de cinema ao lado de outros que circulam em exposições”, afirmam os curadores Alisson Ávila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo.

O Goethe-Institut, correalizador do evento, recebe obras da Mostra Competitiva Brasil em sua Galeria e o Seminário “Pensar a Imagem” no Auditório, além dos filmes do artista alemão Philip Widmann.

 

A programação do Festival inclui exibições, oficinas, um seminário e duas mostras especiais, tudo com entrada franca, com atividades no Goethe-Institut Porto Alegre e Cinemateca Capitólio. Mais informações sobre a programação geral do CEN 2018 podem ser obtidas no site do evento.

 

 

Philip Widmann no Cine Esquema Novo

 

23 e 26* de novembro de 2018

14h às 19h

Goethe-Institut Porto Alegre (24 de Outubro, 112)

Entrada franca

*A programação do dia 26 de novembro será uma reprise dos filmes exibidos dia 23.

A convite do Goethe-Institut e do Cine Esquema Novo, o artista alemão Philip Widmann vem a Porto Alegre para integrar a programação da 12ª edição do Festival com os curtas-metragens “Fictitious Force”, “The Voice of God”, “Das Gestell” e “Nutsigassat” e com o longa-metragem “Szenario”.

Philip Widmann (1980, Berlim) é formado em Antropologia Cultural pela Universidade de Hamburgo e em Comunicação Visual pela Universidade de Belas Artes de Hamburgo. Seus trabalhos foram exibidos em espaços artísticos e em festivais internacionais, entre eles o Wexner Center for the Arts, Festival de Cinema de Berlim, Festival Internacional de Cinema de Roterdã, Festival de Cinema de Nova York, FID Marseille, entre outros. Widmann foi artista residente na Villa Kamogawa Kyoto (2015), no Instituto Srishti de Arte, Design e Tecnologia / Goethe-Institut Bangalore (2015), Atelier 105 Paris (2016) e Beirut Art Residency / Goethe-Institut Líbano (2017).

Mostra Topographical Translations 

Em seu trabalho, Philip Widmann questiona uma troca de experiência entre culturas, linguagens e presenças assim como explora as possibilidades de uma mediação que transcende as subjetividades individuais. Um histórico acadêmico em Antropologia Cultural informa sua prática em formas documentais ensaística e experimental na mesma medida. Neste contínuo movimento de busca, Widmann localiza o campo de suas explorações firmemente no chão, mesmo que os temas com os quais ele lida subam até o céu ou já tenham deixado o mundo material e visível.

Topographical Translations reúne trabalhos que tentam situar questões de representatividade e inteligibilidade na visibilidade de superfícies construídas e crescidas, contrastando com a evanescência do discurso escrito e falado.

No programa “Topographical Translations 1: Exchanges”, Widmann apresenta dois de seus filmes em correspondência com os trabalho dos colegas cineastas Bernd Lützeler e Tinne Zenner. O “exhange” no título tem duplo sentido: os quatro filmes lidam com trocas verbais e escritas através de linguagem e culturas e que igualmente provocam um troca entre eles. Cada filme foi feito em um contexto em que os diretores não falavam as linguagens predominantes nos locais onde as filmagens aconteceram. De forma diferente e igualmente reflexiva, os filmes abordam os fracassos e as concepções erradas de aproximação, tradução e apropriação – históricas e atuais – e as localiza no reino do visível.

O primeiro longa-metragem de Widmann realizado em colaboração com Karsten Krause, que é apresentado no programa “Topographical Translations 2: Szneario”, retraça as coordenadas dadas por documentos de um caso do ano de 1970 na mesma cidade mais de 40 anos depois. Um tipo diferente de tradução mas com armadilhas similares: O quê o relato pessoal do passado nos diz sobre o presente e sobre condições mais genéricas? Um pode ser traduzido no outro? Quais são as continuidades e efeitos intersubjetivos de um arquivo embaraçosamente privado que estava trancado desde então? As estruturas construídas e crescidas que sobrevivem ao curto período de vida de um indivíduo humano podem nos ajudar a pensar estas relações?

Programação Mostra Topographical Translations no Goethe-Institut:

23 de novembro (sexta-feira)

Teatro do Goethe-Institut Porto Alegre (R. 24 de Outubro, 112)

Entrada franca

 

14h:

Fictitious Force
The Voice of God
Das Gestell
Nutsigassat (Translations)

16h: Szenario

17h30: Seminário

**

26 de novembro (segunda-feira)

Teatro do Goethe-Institut Porto Alegre (R. 24 de Outubro, 112)

Entrada franca

 

14h:

Fictitious Force
The Voice of God
Das Gestell
Nutsigassat (Translations)

16h: Szenario

Pedro Fonseca

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