Cachorro Grande: novo disco, novo approach e nova roupa

Cachorro Grande - Costa do Marfim. Foto: Liz de Bortoli Groth Athia
A velha amiga e conhecida banda dos gaúchos há mais de 16 anos, Cachorro Grande, lançou na noite de ontem, em Porto Alegre, seu mais recente trabalho, ‘Costa do Marfim’. O sétimo disco de estúdio do grupo marca uma nova sonoridade, mais eletrônica, já ensaiada no disco anterior, ‘Baixo Augusta’.

Quem estava ansioso pra ver as execuções das músicas do novo disco não precisou esperar muito. A faixa “Nuvens de Fumaça’ abriu o show amparada por apoteóticos efeitos visuais, gerados tanto pelo frenético jogo de luzes, como pelas imagens psicodélicas projetados no enorme telão que cobria o fundo do palco.

Na primeira metade do show, o público parecia tentar assimilar os novos sons da banda, assim como os novos figurinos. Os habituais ternos vestidos pelos Cachorros ao longo da carreira deram lugar a camisetas pólo e jaquetas, algo que era tão notável quanto a presença mais marcante dos teclados e sintetizadores de Pedro Pelotas nas composições do grupo, como em ‘Eu Não Vou Mudar’, ‘Crispian Mills’, ‘Use o Assento para Flutuar’ e ‘O Que Vai Ser’, nessas duas últimas em especial.

Após sete músicas de ‘Costa do Marfim’ em sequência, o vocalista Beto Bruno anunciou: “Daqui pra frente vocês já conhecem”. Bastou esse anúncio para o público do bar Opinião, que ainda estava um pouco contido, ganhar um novo semblante. ‘Lunático’ foi o primeiro clássico da banda a agitar a noite. Dali em diante foi outro show. Destaque pra ‘Hey, Amigo’, ‘Deixa Fudê’, ‘Dia Perfeito’, ‘Sinceramente’ e ‘Que Loucura!’, que bombaram a pista.

A faixa ‘A Hora do Brasil’ mostrou que os solos de guitarra de Marcelo Gross ainda tem espaço nos shows da Cachorro. No bis, ‘Você Não Sabe o Que Perdeu’ e uma versão envenenadíssima de ‘Helter Slkelter’, com a participação nos vocais do produtor do disco novo, Edu K., encerraram a apresentação no melhor estilo – bom e velho rock’n’roll.

Na apresentação de ontem a Cachorro Grande mostrou que mesmo que tenha mudado a sonoridade e o figurino, ainda é uma das maiores banda de rock da atualidade. Seja em Porto Alegre ou na Costa do Marfim.

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Texto: Manoel Canepa
Fotos: Liz de Bortoli Groth Athia

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One Thought to “Cachorro Grande: novo disco, novo approach e nova roupa”

  1. Luciano Duarte M.

    Bha! Que decepção! Não que eu seja contra a evolução musical, muito menos com a necessidade de certas bandas em se atualizar, mas, mil vezes a Cachorro Grande de 16 anos atrás. Não sei se é impressão minha, mas, depois que a maioria das bandas se “profissionalizam”, deixando que as gravadoras cuidem da produção dos discos, das roupas, influenciando no som, enfim… me parece que perdem sua identidade, a verve crua do rock’n roll. Em tempo: MUITO BOA ESSA RÁDIO! Um verdadeiro oásis no meio desse marasmo sonoro.

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