BLACK LABEL SOCIETY detona em Porto Alegre

A banda californiana Black Label Society simplesmente arrebentou em seu show realizado no início da noite da última sexta-feira 23, em Porto Alegre. Comandados pelo lendário guitarrista Zakk Wylde (ex-guitarrista do Ozzy Osbourne), a banda correspondeu às expectativas do público que abarrotou a pista e o mezanino do Bar Opinião e fez um show visceral e impecável.

Como previsto, a banda executou o mesmo set de outros shows realizados na América Latina. Em entrevista recente para a Rádio Putzgrila, Zakk havia comentado que não costumava mudar a ordem das músicas durante a turnê. E foi com essa precisão, e, com muita qualidade, que o Black Label conquistou notavelmente o público presente.

A apresentação começou pontualmente às 20:00 horas, assim que uma grande bandeira preta que cobria o palco, contendo a tradicional caveira do Black Label Society, foi retirada. Atrás do tecido Zakk Wylde, Nick Catanese (baixo), John DeServio (guitarra) e Chad Szeliga (bateria), vestidos com muitas pulseiras, correntes e coletes de couro, já tocavam o primeiro som da noite, ‘Godspeed Hell Bound’.

Eufórico, o público que teve de esperar três dias a mais para ver o show (que seria na terça-feira 20) por conta do atraso na chegada do equipamento do grupo, parecia ainda mais sedento. A explosão foi geral quando a banda tocou ‘Bleed for Me’, quinta música do set.

Após diversos petardos, Zakk sentou-se ao piano e tocou a clássica ‘In This River’, balada que arrancou tal comentário de Lorenza Bueno, fã do guitarrista presente ao show – “ele é um selvagem sensível”!

Após um desfile de guitarras (contei umas 5 ou 6 diferentes guitarras utilizadas durante o show) Zakk hipnotizou o Opinião com seu ‘Guitar Solo’ de quase 10 minutos. ‘Overlord’ levantou novamente a galera, que cantou junto do início ao fim da música, fato que se repetiu na execução de ‘Suicide Messiah’ e ‘Concrete Jungle’, tocadas em sequência.

Após uma hora e meia, o Black Label Society encerrou a apresentação com ‘Stillborn’, som que excitou o público de tal forma que nem foi necessário o bis. O ápice já havia sido atingido. Zakk socou o próprio peito algumas vezes, como um urso ou um guerreiro viking, agradeceu e se despediu. Porto Alegre acabava de ver o show de uma banda competentíssima e de um dos melhores guitarristas da atualidade.

 

Related posts

Leave a Comment

5 × 3 =

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.