Augusto Licks grava com A Banda Que Nunca Existiu

Augusto Licks grava com A Banda Que Nunca Existiu

A Banda Que Nunca Existiu (ABQNE)
convidou o guitarrista gaúcho Augusto
Licks, ex- Engenheiros do Hawaii, para
cantar e tocar a canção Só Uma Vez.
Sutileza explosiva. Os compositores H.
Lyra e L. Pissutto acreditam que o ídolo
introvertido foi a melhor escolha para o
projeto: “Ouvindo Augusto cantar nos
Engenheiros percebemos que aquela voz
era perfeita. Ele consegue ir da delicadeza
ao rock com naturalidade e imprimiu o
timbre de sua guitarra com perfeição.
Trocamos e-mails com Augusto Licks e
como fãs assumidos ficamos lisonjeados
quando ele topou cantar e tocar numa das
nossas composições favoritas”
Augusto imaginava que gravaria alguma guitarra: “Para minha surpresa teria que cantar e
até cogitei desviar o convite para uma participação instrumental que fosse mais a minha
praia. Aceitei o desafio e apliquei algumas noções que normalmente sugiro a cantores e
cantoras. Foi uma grande experiência, um laboratório”.
O talento de Licks se encaixa naturalmente na canção Só Uma Vez, que narra uma ordem
diferente dos fatos: “Era a garrafa que pedia o copo/ o chinelo que pedia o pé/ o travesseiro
que pegou no sono/ o almoço que pediu o café. Era a brisa que soprava o vento/ a semente
que colhia a flor/ o momento que pediu um tempo/ enquanto o frio aqueceu o calor”. Mundo
virado de cabeça pra baixo. Inversão aleatória das rotinas. A letra se assemelha a realidade
atual. Prosopopeia da pandemia? Nada proposital, afinal a música foi escrita em 2017 e
finalizada no ano seguinte, pouco antes da gravação.
Participaram da gravação a banda que acompanha Zeca Baleiro, padrinho do projeto, com
o baterista Kuki Stolarski (Funk Como Le Gusta/Karnak) e o baixista Fernando Nunes
(Cassia Eller). Adriano Magoo deu ao piano um clima vienense. Algumas guitarras
em overdub de Augusto encorparam o arranjo com sotaque “clássico”. Os guitarristas Tuco
Marcondes e Augusto se juntaram num gran finale. Jonas Moncaio (Ira!/Milton Nascimento)
trouxe um efeito especial para a canção: “Os cellos deram um toque indefinido para canção
assim como a letra”, conta Pissutto, que produziu a canção ao lado do diretor musical e
responsável pela mixagem Sergio Fouad.
O projeto tem uma causa social: parte da renda será revertida para uma instituição
destinada a pessoas com câncer, em memória às mães dos compositores.
Idealizada no início dos anos 90, a ABQNE de Lyra e Pissutto, lançará em setembro seu
primeiro álbum com 9 músicas. Suas canções autorais ganham vida na voz dos intérpretes
de diversas partes do país, mesclando sotaques e sublimando as diferenças. O projeto
reúne ainda artistas como Zeca Baleiro, André Abujamra, Pedro Mariano, Luana Camarah,
Projeto Chumbo e Paulinho Moska. Grande parte foi gravada no estúdio NaCena, de João
Marcelo Bôscoli. Nada mal para uma banda que nunca existiu!

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