Alice e suas correntes em Porto Alegre

Alice e suas correntes em Porto Alegre

 

Banda do guitarrista Jerry Cantrell fez um show pesado e de qualidade na Capital gaúcha, ainda que muito preso a protocolos.

Uma banda que talvez precise libertar-se de algumas correntes para soar menos burocrática. Essa foi a impressão deixada pelo Alice In Chains na apresentação feita em Porto Alegre, dia 24 de setembro, no Pepsi On Stage. Apesar do show eficiente e pesado, o quarteto de Seattle pareceu mais cumprir tabela do que divertir-se em cima do palco. Não que soar simpático e alegre tenha sido a intenção do conjunto em algum momento da carreira. Mas, ao vivo, o pragmatismo do grupo liderado pelo guitarrista Jerry Cantrell fica tão evidente quanto seu talento. O que nem de longe prejudica a performance. Só deixa o concerto um tanto quanto sem sal.

Antes da atração principal, os novatos da DiAngelis ganharam a oportunidade de mostrar seu trabalho.  Anunciados como ato de abertura repentinamente, há poucos dias do evento, a rapaziada teve pouco mais de 20minutos para fazer uma apresentação tímida. Som mal regulado – que parecia até funcionar apenas nos retornos – e a falta de experiência para lidar com uma chance dessas talvez tenham prejudicado o desempenho dos gaúchos.

 

Pouco antes das 22h teve início o aguardado show de estreia do Alice In Chains no Rio Grande do Sul. Um cenário repleto de telões modernosos foi o espaço que acolheu Cantrell e seus colegas – Sean Kinney (bateria), Mike Inez (guitarra) e William DuVall (voz e guitarra). Desde o início, com o clássico ‘Them Bones’, ficou claro que DuVall foi a alternativa certa para ocupar a vaga do competente Layne Staley, que morreu em 2002. O que se seguiu foi um desfile de pepitas noventistas, como  ‘Dam the River’, ‘Again’, ‘Man in the Box’, ‘Nutshell’, ‘No Excuses’, ‘Down in a Hole’, ‘Would’ e ‘ ‘Rooster’. Da safra recente, pinçada dos dois registros com o DuVal nos vocais, tivemos como exemplares: ‘Hollow’, ‘Check My Brain’, ‘Phantom Limb’, ‘Acid Bubble’ e ‘Stone’.

No geral, foi uma apresentação na qual sobrou profissionalismo, mas faltou um pouco de feeling.  Ainda assim, die hard fans e admiradores de ocasião não tiveram do que reclamar.

Texto: Homero Pivotto Jr.

Fotos: Ana Beise

 

Ana Beise

Produtora, faxineira fascinante e agente do caos da Putz

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