A Falange retorna a cena com disco poderoso e de peso, com foco no metal progressivo

A Falange retorna a cena com disco poderoso e de peso, com foco no metal progressivo

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A Falange acaba de lançar o novo álbum intitulado ‘Pericardium’ em todas as plataformas de streaming via Electric Funeral Records.

Com suas atividades iniciadas em 1999, a banda cultivou um intenso repertório sempre focado em músicas autorais. Alexandre Aquino e Thomaz Jedson, os fundadores do projeto, tinham fortes raízes fincadas no pós grunge e com a entrada de Marcos Santana e Manoel Renato, a banda tomou cada vez mais o rumo de um metal agressivo/ progressivo, com ênfase em contratempos e estruturas complexas tomando referências do groove, death metal como também do math rock.

A banda encerrou suas atividades em 2013 e o hiato durou até o fim de 2018, quando resolveram voltar a ensaiar e trazer para os palcos um apanhado de todo o repertório registrado durante esses anos. 

Com influências de muito peso e melodias acessíveis com passagens que variam entre o groove metal, stoner e prog, as novas faixas apresentam uma pegada mais pesada com foco no metal progressivo. O disco trata de política mas quer lembrar do amor que está acima de tudo, e dele partirá a orientação para um caminho de prosperidade que trilhamos juntos.

Podemos citar influências de diversas bandas consagradas nesse disco, como: Machine Head, Opeth, Mastodon, Pantera, Dream Theater, Trivium, Allegaeon, Riverside, Between the Buried and Me, Baroness,  Periphery e Devin Townsend como algumas referências novas desse disco, tanto por maneira de compor, timbres e principalmente coragem para mudar.

Confira ‘Pericardium’: https://spoti.fi/33AIb32

‘Pericardium’ é um álbum que trata de política mas que lembra ao ouvinte do amor que está acima de tudo e dele partirá a orientação para um caminho de prosperidade que trilhamos juntos.

Como o indivíduo reage e de onde tirar forças para impor-se em uma sociedade tecnológica, polarizada e intolerante? Quão resistente será o escudo que protege os sentimentos desse ser que também é alguém lutando para não expor seus desejos e, por que não, atitudes que podem ser vistas como primitivas e desconexas ou com o lado que baba ódio ou o coletivo que pensa uniforme?

O debate sobre as várias questões que parecem romper com a tradição e fazem dividir os formadores de opinião sobre revolução, reforma ou mesmo a defesa reacionária de valores que não casam de maneira alguma com sociedade atual é capaz de nos transformar em bestas que se confrontam apenas pela discordância de idéias e valores? As redes sociais tiraram o véu daqueles que falavam baixinho: eu não consigo conviver com quem esse lixo que me contrapõe.

Pericárdio é “a membrana serosa que envolve externamente o coração”. Tal conceito serviu de ponto de partida para um sentido figurado de proteção. Meus sentimentos guardados no coração serão protegidos por esse pericárdio? Quem tem capacidade de atravessá-lo e destruir, ameaçar as emoções guardadas no peito? Em um mundo que se supõe “extremamente racional” onde reservar espaço para o amor e fraternidade de uns para com os outros?

Esse álbum passa pelos temas de culto à personalidade, a importância da voz do indivíduo, a pobreza do debate entre extremistas, o poder de controle sobre as massas que se digladiam, enxergar no próximo um companheiro de luta e por fim o valor da arte como instrumento de aproximação entre as pessoas.

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