4ª noite do Festival ‘El Mapa de Todos’ tem Rock multi-étnico

4ª noite do Festival ‘El Mapa de Todos’ tem Rock multi-étnico

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A quarta noite do Festival El Mapa de Todos apresentou uma ampla variação do rock’n’roll, seja na sonoridade ou mesmo nas origens. Músicos do Chile, Colômbia, Recife, São Paulo e Porto Alegre subiram ao palco do Opinião, ao longo da noite de sexta-feira, pra mostrar que o rock pode ter várias facetas.

Já no primeiro show da noite, do projeto gaúcho-paulista La Cumbia Negra, os mais desavisados poderiam pensar que o gênero latino sensação do momento daria a tônica da apresentação. Mas o que se viu foram as guitarras de Gabriel Guedes e Guri Assis Brasil se sobressaindo ao ritmo, por mais que os gaúchos Carlos Eduardo Miranda, Maurício Cunha e Luciano Bolobang tenham se esmerado nas percussões. Uma espécie de repaginação de Carlos Santana, duplicado.

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Na apresentação seguinte, os primeiros recifenses a se apresentarem na noite, Juvenil Silva e sua banda, misturaram a já tradicional psicodelia pernambucana com pitadas de Raul Seixas, algo reforçado ainda mais por conta do timbre de voz de Juvenil, muito similar ao de Raulzito. Destaque para a versão rock-frevo de “Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro” de Wander Wildner, com a presença do próprio no palco.

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O representante colombiano da noite, Andrés Correa, tampouco seguiu a mesma linha dos conterrâneos da noite anterior, a banda de cumbia Bomba Estereo, que incendiou o Opinião. Correa apostou mais nas baladas, e, nas mais agitadas, apresentou um rock latino de sonoridade familiar, por vezes lembrando um pouco Fito Paez.

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Talvez a maior surpresa da noite tenha vindo na quarta apresentação. A jovem e elétrica cantora chilena Camila Moreno, retomou a atenção do público para o palco com um rock/pop moderno, cheio de sintetizadores, mas, principalmente, por sua performance e voz, de timbre muito peculiar, que em certos momentos deu ares de Björk.

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Pra fechar a noite, uma mistura de rock com samba e maracatu, já conhecida do público brasileiro – o Mangue Beat. Comemorando os 20 anos de um dos principais ícones do estilo, o disco ‘Samba Esquema Noise’, o Mundo Livre S/A subiu ao palco no avançado horário das 03 da manhã, e agitou quem ainda tinha fôlego, após seis horas de evento.

Enaltecendo Jorge Ben, e a própria história do grupo, Fred Zero 04 e sua trupe tocaram grandes clássicos de Samba Esquema Noise e do manguebeat, seja da sua própria carreira ou mesmo da banda co-irmã Nação Zumbi. Destaque para as versões de “Samba Makossa” e “O Velho James Browse Já Dizia”, que fazem parte do recente álbum ‘Mundo Livre vs. Nação Zumbi’, e claro, as músicas do disco aniversariante “Uma Mulher com W… Maiúsculo”, “Musa da Ilha Grande”, “ A Bola do Jogo”, “Livre Iniciativa” e  a faixa título “Samba Esquema Noise”.

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A quarta noite da quinta edição do ‘El Mapa de Todos’ apresentou diversas nacionalidades e regionalidades, estilos diferenciados, sonoridades distintas, lembrou algumas referências, mas no fundo, foi uma noite rock’n’roll. E viva a Ibero-América!

Manoel Canepa

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