49 anos sem Brian Jones

49 anos sem Brian Jones

Ele era jovem, talvez não tão lindo, mas com certeza, queimava como fogo. Lewis Brian Hopkin Jones, ou simplesmente, Brian Jones, nasceu em um dia frio de inverno de 1942, em Cheltenham, na Inglaterra, filho de um engenheiro da marinha inglesa e de uma dona de casa, que adorava música e dava aulas de piano, Brian aprendeu ainda criança a ler e escrever partituras, tornando-se um prodígio, tocando peças de músicas clássicas perfeitamente, em diferentes instrumentos, antes dos 12 anos. Com quinze, já havia adotado o jazz como estilo musical e estava ganhando seu próprio dinheiro com música.

Brian conheceu Mick e Keith em uma noite de abril de 1962 em um bar, que foi berço daquele que se tornou um dos maiores fenômenos musicais do mundo, na qual, Jones tem um papel importantíssimo, apesar de curto. Foi ele quem convidou os dois para formarem uma banda, que se chamaria The Rolling Stones, inspirado no trecho de uma canção de Muddy Waters (Rollin’ Stone) que dizia: “… pedras rolantes não criam musgo…”. O jeito despojado e extravagante, no estilo “você não vai querer que sua filha ande com um Rolling Stone”, também é culpa dele.

Apesar dele não ter a mesma facilidade de Keith e Jagger para compor músicas, Jones era exímio instrumentista, sendo muitas vezes pioneiro, é um dos primeiros roqueiros a utilizar a cítara em suas músicas, por exemplo. Ele também tocava gaita, harpa, saxofone, acordeon… Talento que podemos ouvir em suas marcantes contribuições em sons dos Stones, como a You got the Silver, Dandelion, Back Street Girl, entre outras. O cara chegou até a tocar saxofone na música dos Beatles, You Know My Name (Look Up the Number), além de ter composto a trilha sonora do filme A Degree Of Murder.

Mas, como nem tudo são rosas na vida de um Stone, a fama e fortuna originada pelo sucesso acabaram por proporcionar o uso excessivo de drogas por parte de Brian, o que acabou por afetar seu trabalho e o relacionamento com a banda, da qual foi “expulso” em junho de 1969.

Era madrugada do dia 3 de julho do mesmo ano quando os Rolling Stones, que estavam gravando, receberam a triste ligação que informava que Jones havia sido encontrado sem vida na piscina de sua casa. A causa oficial da morte do músico é tida como acidental, porém, ao longo dos anos muitas dúvidas e livros surgiram na mídia, alimentando muitas teorias, já que Brian Jones entrou para o seleto Clube dos 27.

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