100 anos de John Lee Hooker

por Letícia Hammes

John Lee Hooker (22 de agosto de 1917 — 21 de junho de 2001)

Neste dia 22 de agosto, John Lee Hooker estaria completando 100 anos de vida.

The Hook” nasceu no Mississippi e tornou-se o maior astro do circuito de blues de Detroit, Michigan, a “motor city”, nos anos seguintes à segunda guerra mundial.

Foi seu padrasto Will Moore que introduziu Hooker no mundo da música e das guitarras. O garoto sentiu-se atraído pelas composições de lendas como Blind Lemon Jefferson, Charles Patton e Blind Blake, que Moore lhe apresentara. Porém, foi o músico Tony Hollins (então namorado de sua irmã Alice) quem mais influenciou a carreira de Hooker, tendo  sido Hollins, inclusive, quem lhe deu seu primeiro violão e supostamente lhe ensinou versões de “Crawlin’ King Snake ” e “Catfish Blues”. 

Mudando-se para Detroit, em 1943, ele conheceu a cena musical local, principalmente dos clubes da Hastings Street. Até o fim de sua vida, Hook manteve a predileção por tocar em pequenos clubes. “É onde realmente me sinto à vontade, você sabe…” dizia toda vez que era questionado a respeito da fama.

Em 1948, conheceu e imediatamente se associou ao empreendedor Bernie Besman, que lhe ajudaria a produzir sua estreia em disco: “Sally Mae” e “Boogie Chillen”. Em seguida o selo Modern Records, de Los Angeles, se interessou por seu som.

Pela Modern viriam grandes sucessos como: “Hobo Blues“, seu lado B, “Hoogie Boogie” e “Crawling King Snake Blues” – todas essas três faixas tornaram-se sucesso em 1949.

Porém, por ser analfabeto, Hooker não costumava assinar contrato, o que lhe ajudou de certa forma a gravar para muitas gravadoras ao mesmo tempo. Desta forma, entre 49 e 54 gravou em paralelo à Modern para várias gravadoras utilizando, para cada uma delas, pseudônimos diferentes.

Gravou para a King com o pseudônimo “Texas Slim”para a Regent como “Delta John”, e diversos outros até que, finalmente, em 1955, veio a se fixar na Vee-Jay usando seu próprio nome.

Com sua insistente batida de pé ritmada, Hook se tornou o principal artista da cena do Blues de Detroit durante todo este período.

Em 1960 veio o Blues “No Shoes” (outro grande sucesso) e, em 1962, “Boom Boom“, um estrondoso hit que alcançou as paradas pop e agradou as bandas inglesas. Sendo inclusive gravada pelos Animals, em 1964. A gravação foi um incrível sucesso e ajudou a incrementar ainda mais as vendas do original de Hooker nos EUA. Em 1962, o “Boogie Man” visitou a Europa, pela primeira vez durante o primeiro “Festival American Folk Blues”,

Passou pelo cinema fazendo uma curta participação, no papel de músico de rua no filme The Blues Brothers dirigido por John Landis em 1980.

E em 1989, com a ajuda do produtor Roy Rogers, ele gravou o álbum “The Healer“, e ainda, se juntou a diversos astros incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria ganhando um Grammy.

Ainda lançou os discos “Chill Out (1995) e “Don’t Look Back” (1997).

Entre seus muitos prêmios, Hooker foi incorporado ao Blues Hall of Fame em 1980, ao Rock and Roll Hall of Fame em 1991 e ao Memphis Music Hall of Fame em 2016.

Duas de suas músicas, “Boogie Chillen” e “Boom Boom“, foram incluídos na lista do Rock and Roll Hall of Fame das “500 canções que formaram rock and roll”.  “Boogie Chillen também foi incluído na lista da Recording Industry Association of America das “Canções do século “. Foi premiado com o Grammy Lifetime Achievement Award em 2000. E Hooker também tem uma estrela no Hollywood Walk of Fame. Se tudo isso já não bastasse, o músico foi eleito o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Hooker gravou mais de 500 músicas e aproximadamente 100 álbuns e morreu de causas naturais, na sua casa em Los Altos, California, em 2001, aos 83 anos.

 

 

Fontes: Rolling Stone, Mural Cultural, Wikipedia.

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